Image Image Image Image Image
Scroll to Top

Para o Topo.EPara o Topo

Arquivos GT de Sistematização - IberCultura Viva

16

Maio
2022

Em Destaque
Notícias

Por IberCultura

Inicia-se o ciclo de seminários sobre cultura comunitária proposto pelo GT de Sistematização 

Em 16, Maio 2022 | Em Destaque, Notícias | Por IberCultura

.

“Culturas e Diversidades Comunitárias” foi o tema do primeiro seminário do Grupo de Trabalho de Sistematização e Difusão de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização), que foi realizada por videoconferência no dia 14 de maio. Marcelo Vitarelli (Argentina), Daniel Zas (Argentina) e Andrea Mata (Costa Rica) foram os palestrantes desta apresentação inaugural. A sistematização ficou a cargo de Paula Simonetti, Clarisa Fernández, Bárbara Vega e Rocío Orozco. 

Na abertura, Flor Minici, secretária técnica do IberCultura Viva, cumprimentou os participantes em nome do programa e comentou a importância deste ciclo de seminários que o GT de Sistematização propôs para este ano. “Estas instâncias constituem um conjunto de reflexões, elaborações, produções coletivas, a partir das quais pensamos também os objetivos estratégicos e as políticas futuras, a partir dos diagnósticos e caracterizações que os companheiros e as companheiras deste Grupo de Trabalho de Sistematização realizam”, ele destacou.

Marcelo Vitarelli, que coordenou esta primeira palestra, explicou que a proposta partiu do desafio de sistematizar uma produção específica de conhecimento em torno da cultura comunitária, e que este seminário buscou discorrer sobre culturas comunitárias e diversidades, entendendo esta apresentação nos termos da estreita relação entre comunidade, diversidade e cultura. 

“Hoje estamos conversando com vocês não para apresentar definições, não para falar de conceitos absolutos, muito pelo contrário. (A ideia é a) de abordar essa jornada em torno de culturas e diversidades e começar a contribuir com o diálogo para pensar em conjunto essa questão em nossa região. Este é o espírito”, destacou Vitarelli antes de sua apresentação “Culturas e diversidades comunitárias, itinerários para caminhar”.

Marcelo Vitarelli é professor, pesquisador e extensionista social na Universidade Nacional de San Luis e na Universidade Nacional de Villa Mercedes. Membro ativo da Rede de Culturas Comunitárias da Universidade, ele fez uma apresentação mais conceitual na abertura deste primeiro seminário do GT, deixando que os outros dois palestrantes  trabalhassem os conceitos à luz da experiência territorial.

Daniel Zas, responsável pela segunda apresentação da tarde, falou sobre “A experiência da Orquesta Estable da Rádio Reconquista e a Articulação com a Rede Arte, Memória e Territórios”. Gestor cultural, músico, comunicador e educador popular, Daniel fez um relato sobre o trabalho que desenvolve em Villa Hidalgo, bairro popular de José León Suárez, na região metropolitana de Buenos Aires (Argentina). 

Além de fazer parte da equipe de coordenação do grupo juvenil da Rádio Comunitária FM Reconquista – Associação Civil de Mulheres La Colmena, ele é um dos coordenadores do projeto Orquesta Estable da Rádio Reconquista e professor do curso de Técnica de Música Popular da Escola Popular de Música das Mães da Plaza de Mayo – Linha Fundadora. 

A terceira exposição deste sábado foi “Culturas Comunitárias e Diversidades: Experiências do Movimento Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária nos casos de suas redes na Costa Rica e Argentina”, de Andrea Mata Benavides, que além de professora e pesquisadora da Universidade da Costa Rica, é antropóloga social, artista de teatro e artesã. A reflexão que ela apresentou neste seminário foi parte de sua tese para o Programa de Doutorado em Ciências Sociais da FLACSO-Argentina. 

Outros cinco seminários do GT Sistematização estão programados para este ano, com intervalos não superiores a seis semanas. A próxima, prevista para junho, terá como tema “Políticas públicas de base comunitária”. As seguintes serão sobre “Gestão cultural comunitária”, “Patrimônio cultural e comunitário”, “Boa vida e saúde comunitária”, “Memórias e museus comunitários”. O ciclo deve continuar em 2023, com os seminários “Governança Cultural Comunitária”, “Economia Social”, “Gênero, Diversidade e Cultura Comunitária” e “Educação e Cultura Comunitária” e “Infância e Juventudes”.

.

Proposta do GT

O GT de Sistematização conta atualmente com 57 membros de 10 países. Essas pessoas foram selecionadas em uma convocatória lançada pelo IberCultura Viva em 2021, destinada a pessoas vinculadas a instituições de ensino dos países membros (universidades, centros de pesquisa ou formação, institutos ou similares) e dedicadas à pesquisa de políticas culturais de base comunitária ou projetos de extensão voltados para a comunidade

A realização de seminários foi uma proposta das pessoas convocadas neste GT, com a intenção de que todas pudessem participar dessas instâncias de reflexão conceitual para começar a construir a partir do que já está feito e dos processos de cada um (seja pesquisa acadêmica, experiências em organizações, gestão, etc.). A ideia é que a construção do conhecimento seja concebida como algo coletivo e não exclusivamente do campo acadêmico, tornando esses seminários espaços de intercâmbio, discussão e produção atravessados ​​por diálogos contínuos. 

Os seminários foram concebidos inicialmente como atividades fechadas, para discussões internas dos membros do grupo de trabalho, com a possibilidade de alguns dos materiais serem compartilhados com os interessados ​​nesses debates.

.

Leia também:

GT de Sistematização se reúne para discutir um roteiro para 2022 e redefinir as comissões de trabalho

59 pessoas participarão do GT de Sistematização de Políticas Culturais de Base Comunitária

Tags | ,

05

mar
2022

Em Notícias

Por IberCultura

GT de Sistematização se reúne para apresentar avanços sobre programação de seminários e definição de público

Em 05, mar 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

Os seminários do Grupo de Trabalho de Sistematização e Divulgação de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização) terão duração de duas horas, serão realizados pela plataforma Zoom (no perfil de IberCultura Viva) e contarão com três expositores e cinco sistematizadores. O primeiro seminário se dará entre a segunda quinzena de abril e a primeira semana de maio. Outros quatro serão realizados com intervalos de no máximo seis semanas. 

Esses foram alguns dos acordos da reunião virtual que foi realizada nesta quinta-feira, 3 de março, por videoconferência. No encontro participaram 18 integrantes do GT de Sistematização, além da equipe da Unidade Técnica IberCultura Viva.

A ideia é que todos os integrantes do GT (são 58 no total) participem dos cinco seminários que serão realizados este ano. O primeiro terá como tema geral “Culturas e Diversidades Comunitárias” e como subtemas “Gênero, diversidade e cultura comunitária” e “Infâncias e juventudes”. O segundo seminário será “Políticas públicas de base comunitária” e o terceiro, “Gestão cultural comunitária”, com os subtemas “Governança cultural comunitária”, “Economia social” e “Bem viver e Saúde comunitária”, com subtema “Memórias e museus comunitários”.  

Durante a reunião, comentou-se a possibilidade de que alguns dos materiais sejam compartilhados com quem tiver interesse nesses debates, talvez por meio de vídeos no canal IberCultura Viva no YouTube, já que inicialmente essas reuniões são pensadas como atividades fechadas, para discussões internas dos membros do grupo de trabalho. Mencionou-se também que a incorporação de outras pessoas ao grupo não deve ser por meio de nova convocatória pública, e sim por convites a pessoas que já trabalham com o tema e que atendam aos mesmos requisitos de ingresso daqueles que fazem parte do GT desde o início. 

Para a próxima reunião, a Comissão de Fomento à Pesquisa deve enviar uma proposta para utilizar os recursos disponíveis e estimular a produção de trabalhos teóricos em torno da Mondiacult, a Conferência Mundial de Políticas Culturais, que será realizada no México em setembro.

Tags |

01

out
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Participantes do GT de Sistematização realizam sua primeira reunião para organizar o espaço de trabalho

Em 01, out 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

O Grupo de Trabalho de Sistematização e Difusão de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização) se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira, 30 de setembro. Ao todo, 63 pessoas participaram do encontro por videoconferência, entre participantes do GT, membros da Unidade Técnica do IberCultura Viva, representantes da presidência e da vice-presidência do programa, além de um dos países membros do Conselho Intergovernamental (Equador).

Este primeiro encontro foi pensado para que os/as participantes pudessem se conhecer e discutir uma forma de organizar este espaço de trabalho, que conta com 59 membros de 10 países. Estas pessoas, selecionadas por chamada pública, desenvolvem atividades de pesquisa, docência, extensão ou vinculação cultural em universidades e institutos ou outros tipos de instituições públicas de fomento ou salvaguarda que incluam áreas de investigação ou vinculação comunitária.

.

Esther Hernández Torres, diretora geral de Vinculação Cultural da Secretaria de Cultura do Governo do México e presidenta do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva, abriu o encontro comentando que a proposta de criação do GT de Sistematização surgiu da iniciativa de construir um sistema de informação cultural sobre políticas culturais de base comunitária no Espaço Ibero-americano.

“Acreditamos que para promover e fortalecer essas políticas é necessário trabalhar na consolidação e na sistematização das práticas e experiências que estão se desenvolvendo nos diversos territórios de nossos países, e sobre as quais uma parte do meio acadêmico tem refletido e trabalhado”, comentou a presidenta. 

O objetivo do programa, nesse sentido, diz respeito à criação de pontes que facilitem a transferência da produção acadêmica para as áreas de desenho e implementação de políticas públicas. Além disso, trata-se de apoiar o desenvolvimento de pesquisas que ajudem a refletir sobre as propostas do programa, e buscar os melhores dispositivos e ferramentas que contribuam para o aprimoramento da capacidade de articulação e gestão das organizações culturais. 

“Somos um grande grupo de pessoas. Queremos discutir qual a melhor forma de configurar este espaço de trabalho, e decidimos convocar a partir de uma perspectiva ampla, que nos permitiria reconhecer a grande diversidade de identidades e abordagens que nos compõem”, disse Esther Hernández, ao falar sobre a opção de incluir na convocatória tanto projetos de pesquisa quanto projetos de extensão ou vinculação, apostando na intersetorialidade das missões de universidades e institutos nos países ibero-americanos.

.

Ao comentar a diversidade do grupo, que reúne responsáveis ​​pela gestão de projetos, pesquisadores e estudantes, Esther Hernández destacou a presença de pessoas que são referência no estudo das políticas culturais, como Elena Román, do Observatório de Políticas Culturais da Universidade Autônoma da Cidade do México e. José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural da Universidade Estadual de Minas Gerais, que participa ao lado de uma turma de 9 brasileiros.

O GT conta também com um grande grupo do Mestrado em Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidade Andina Simón Bolívar e do Encontro Universitário pela Cultura Comunitária da Argentina, e com representantes de instituições que desenvolvem linhas de pesquisa, como é o caso de UNESCO Peru, Instituto Distrital de Patrimônio Cultural da Cidade de Bogotá (Colômbia) e Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE).

.

A proposta apresentada pela Unidade Técnica foi a de distribuir inicialmente o grupo em três comissões de trabalho. Em uma delas, seria trabalhado todo o relacionado ao “referencial teórico” das políticas culturais de base comunitária. A segunda comissão se dedicaria a tudo o que diz respeito às políticas públicas e à governança cultural, tanto em nível nacional, local ou multilateral, e a terceira, a tudo que se relaciona com o trabalho territorial e as organizações culturais comunitárias. 

A ideia é que os comitês sejam formados e possam se reunir ao longo do mês de outubro, e que a partir das contribuições dos participantes, outras formas de trabalho e comitês mais específicos possam ser estruturados para o desenvolvimento das propostas que surgirem. “Brecha digital”, “economia social”, “participação social” e “intercâmbio de saberes” nas práticas culturais comunitárias são alguns dos temas de interesse do programa, e que serão propostos não apenas como objeto de estudo, mas também como prática para a construção do conhecimento. 

Posteriormente, pretende-se incorporar ao grupo de trabalho representantes de organizações culturais comunitárias e pessoas da Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais interessadas ​​em aderir ao trabalho cooperativo. 

Leia também:

59 pessoas participarão do GT de Sistematização de Políticas Culturais de Base Comunitária

Tags | ,

31

ago
2021

Em Destaque
EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

59 pessoas participarão do GT de Sistematização de Políticas Culturais de Base Comunitária

Em 31, ago 2021 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

O programa IberCultura Viva recebeu 87 candidaturas de pessoas interessadas em integrar o Grupo de Trabalho sobre Sistematização e Divulgação de Práticas e Metodologias de Políticas Culturais de Base Comunitária (GT de Sistematização). Desse total, foram selecionadas 59: 17 do Brasil, 14 da Argentina, 7 do México, 6 do Equador, 4 da Colômbia, 4 do Peru, 3 do Uruguai, 2 do Chile, 1 da Costa Rica e 1 da Espanha. 

A convocatória, que esteve aberta entre 17 de junho e 13 de agosto, estava dirigida a pessoas vinculadas a instituições de ensino nos 11 países membros (universidades, centros de pesquisa ou formação, institutos ou similares) dedicadas à pesquisa de políticas culturais de base comunitária ou projetos de extensão ou vinculação cultural voltados para a comunidade.

As candidaturas aceitas foram aquelas de pessoas que desenvolvem atividades de pesquisa, docência e extensão ou vinculação cultural em instituições de ensino. A maioria das inscrições não aceitas veio de pessoas vinculadas a organizações culturais comunitárias. Essas pessoas poderão ingressar a partir de uma convocatória específica para integrar o GT de Participação Social, com lançamento previsto para setembro.

.

Perfis variados

Das 59 pessoas selecionadas, 37 são mulheres e 22 homens. O grupo inclui 4 pessoas que se declaram afrodescendentes e 4 indígenas. As pessoas que estão vinculadas de alguma maneira a universidades correspondem a 48 (28 mulheres, 20 homens); 4 mulheres se vinculam a institutos e 7 pessoas (5 mulheres, 2 homens) a outras instituições que desenvolvem linhas de pesquisa, como por exemplo UNESCO Peru, o Instituto Distrital de Patrimônio Cultural da Cidade de Bogotá (Colômbia) e o Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE). No que diz respeito à área de trabalho, 31 (19 mulheres, 12 homens) se dedicam à pesquisa; 15 (8 mulheres, 7 homens) a projetos de extensão, 12 (9 mulheres, 3 homens) a atividades de formação.

Os perfis são variados, com pessoas provenientes de distintas cidades e regiões, e projetos dos mais diversos, desenvolvidos nas capitais e no interior dos países. Na lista estão, entre outros, a coordenadora do Mestrado de Gestão Cultural e Políticas Culturais da Universidade Andina Simón Bolívar- Sede Equador; uma professora-pesquisadora da Universidade Autônoma da Cidade do México que coordena o Observatório de Políticas Culturais; um politólogo colombiano vinculado a uma universidade de Londres que pesquisa o movimento latino-americano de Cultura Viva Comunitária; uma chilena que é professora de diversas instituições nacionais e internacionais e diretora de museu em Viña del Mar; uma costarricense que é antropóloga, atriz, diretora de teatro e doutoranda em investigação em ciências sociais.

Entre as pessoas candidatas do Brasil, 9 são do Observatório da Diversidade Cultural, integrado por pesquisadores de distintas instituições educativas, como a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). Também há um candidato com um projeto de extensão vinculado ao sistema de saúde da Universidade Federal de Pernambuco, dedicado a estudos e práticas de capoeira Angola, e uma que coordena o projeto de extensão e pesquisa “Teatro em comunidade”, vinculado à Universidade Federal de Goiás. 

Entre as selecionadas da Argentina, há pessoas vinculadas a 9 universidades públicas: Universidad Nacional de las Artes, Universidad Nacional Tres de Febrero, Universidad Nacional de la Plata, Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional del Litoral, Universidad Nacional del Nordeste, Universidad Nacional de San Luis, Universidad Nacional de Córdoba y Universidad Nacional de Avellaneda. O selecionado da Espanha, por sua vez, faz parte de um projeto de mapeamento de boas práticas de Artes Vivas na Iberoamérica, junto a uma equipe interdisciplinar de agentes culturais ibero-americanos.

As propostas do Peru vão desde processos de pesquisa e gestão de projetos como Espacios Revelados Lima, realizado em espaços em estado de abandono do Centro Histórico, até um projeto de fortalecimento da Plataforma de Cultura Viva Comunitária de Lima Metropolitana através da geração de memória, criação de plataforma de meios e capacitações, incluindo o desenvolvimento de um Observatório de Políticas Culturais Comunitárias em nível local. 

Do Uruguai se encontram propostas como a do grupo de pesquisa “Arte Comunidad y Territorios Organizados”, radicado na Universidade da República, e o projeto “Territorialidades rítmicas no habitar urbano. Anglo e Candombe em Fray Bentos”, pertencente ao Mestrado em Psicologia Social da Faculdade de Psicologia na Universidade da República.

As pessoas selecionadas para integrar o GT de Sistematização serão notificadas pela Unidade Técnica e convocadas para uma primeira reunião de trabalho junto ao Conselho Intergovernamental do programa para definir o mecanismo, cronograma e metodologia de trabalho. 

Confira a ata com as candidaturas habilitadas e não habilitadas

Consultas: programa@iberculturaviva.org.

Tags | ,