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Arquivos chile - IberCultura Viva

26

Maio
2022

Em Notícias

Por IberCultura

Ministério das Culturas do Chile abre edital para financiar iniciativas de organizações culturais comunitárias

Em 26, Maio 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

Desenvolver ações associativas entre organizações culturais comunitárias (OCC), financiar programação artística e cultural local ou implementar um plano de equipamentos para o desenvolvimento de atividades serão algumas das iniciativas contempladas na Convocatória para Financiamento de Iniciativas Culturais Comunitárias (FICC) 2022, que o Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile, por meio do programa Red Cultura do Departamento de Cidadania Cultural, abriu nesta segunda-feira, 23 de maio.

“Apoiar as organizações locais é uma prioridade para o nosso governo. Queremos fortalecer e continuar a abrir espaços de participação e incidência na gestão cultural que se realiza nos territórios, apoiar iniciativas artísticas e culturais – através de uma visão intercultural – que favoreçam a inclusão social e a identidade das comunidades”, afirma a ministra das Culturas, das Artes e do Patrimônio, Julieta Brodsky Hernández.

Segundo a ministra, “esta convocatória de 2022 representa a transição do trabalho feito até agora através da Red Cultura para o novo programa Puntos de Cultura, que será ajustado e dará ênfase às demandas e exigências das organizações comunitárias”.

(Foto: Centro Cultural El Cahuin de Molina)

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Este ano, o edital conta com uma nova linha de apoio que permitirá financiar pesquisas relacionadas à cultura comunitária, com o objetivo de conhecer experiências territoriais, ou que se refiram ao desenvolvimento de políticas de base comunitária. Em outra linha de apoio, também pode ser financiada a aquisição de insumos e equipamentos.

“Através do trabalho conjunto buscamos aliviar e facilitar a construção de identidades culturais territoriais. Queremos tornar visível a forma como se expressam. Não acreditamos que a cultura seja algo que deva ser entregue, mas, ao contrário, acreditamos que as expressões culturais surgem das próprias comunidades e dialogam com o resto do país, dando vida ao que chamamos de Democracia Cultural ”, destaca Julieta Brodsky.

O orçamento total estimado para este edital é de 630 milhões de pesos chilenos (cerca de 754 mil dólares). De acordo com as linhas de candidatura, os montantes para financiar as iniciativas variam entre 3 milhões e 10 milhões de pesos. As inscrições estarão abertas até 5 de julho de 2022, às 17h (horário de Santiago do Chile).

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Linhas de apoio

1.Linha de Ativação Artística e Cultural da Comunidade

Modalidade de trabalho em rede nos territórios: Busca fortalecer as redes associativas de intercâmbio, colaboração, cooperação e reciprocidade entre OCC, por meio de ações voltadas à promoção da gestão cultural comunitária de todas em conjunto.

Modalidade de iniciativas artísticas comunitárias: Tem como objetivo financiar iniciativas que fortaleçam a programação artística cultural junto à comunidade e ao território de origem da OCC postulante.

2. Linha de Fortalecimento de Organizações Culturais Comunitárias 

Procura apoiar o fortalecimento e consolidação das OCCs territoriais através da complementaridade da programação artística cultural e com a comunidade onde está inserida, quer no domínio da gestão cultural comunitária, quer nas suas atividades de promoção e ativação do tecido social comunitário.

3. Linha de Implementação para Organizações Culturais Comunitárias 

Esta linha destina-se a financiar a aquisição de insumos e equipamentos para as OCCs ativas, com personalidade jurídica. A implementação financiada deve apoiar as atividades artísticas da OCC, permitindo a incorporação de novas atividades ou ampliando o repertório de expressões artísticas voltadas para a comunidade local.

4. Linha de Acervo Documental sobre Cultura Comunitária

Busca contribuir com pesquisas relacionadas a questões relacionadas à cultura comunitária, incentivando a elaboração de textos que promovam o reconhecimento e valorização das organizações comunitárias culturais e sua contribuição para a construção de uma sociedade diversificada e atuante.

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Quem pode se candidatar?

Podem candidatar-se organizações culturais comunitárias que contribuam para a integração social e para o fortalecimento da identidade e diversidade cultural do seu território local. Podem ter ou não personalidade jurídica, com exceção da Linha de Implementação de Organizações Culturais Comunitárias, em que é obrigatório ter personalidade jurídica válida.

Pessoas físicas com experiência em gestão cultural comunitária ou publicações sobre cultura comunitária podem candidatar-se à Linha Acervo Documental sobre Cultura Comunitária.

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Consultas

Dúvidas podem ser feitas para o e-mail redcultura@cultura.gob.cl

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Como se inscrever?

Você só pode se inscrever digitalmente enviando um e-mail para summons.redcultura@cultura.gob.cl. Não serão aceitas inscrições pessoalmente ou por carta registrada.

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Prazo de inscrição

De 23 de maio a 5 de julho de 2022.

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Confira o regulamento

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Leia também:

Ministerio de las Culturas anuncia apertura de convocatoria para apoyar y financiar iniciativas de Organizaciones Culturales Comunitarias

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(Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio)

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28

abr
2022

Em Notícias

Por IberCultura

Organizações da Região do Atacama, no Chile, recebem certificação em gestão cultural comunitária

Em 28, abr 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

(Fotos: Camila Guerra)

O encerramento da Escola de Gestão Cultural Comunitária, que reuniu mais de 30 organizações da região do Atacama, no Chile, se deu no dia 24 de abril, na Estação Centro Cultural Caldera, com a entrega dos certificados. Esse processo formativo teve como objetivo fortalecer a capacidade de gestão das Organizações Culturais Comunitárias (OCC) para aprimorar seu trabalho com grupos e comunidades, além de aprofundar a noção de comunidade na cultura.

Na solenidade, Roberto Córdova, secretário regional de Culturas, reconheceu a importância das OCCs no desenvolvimento cultural local de seus territórios: “Essa importância está diretamente relacionada ao fortalecimento da cidadania, fruto dos processos de participação e manifestação de direitos culturais a partir das bases comunitárias”. Destacou, ainda, o valor do trabalho, com visão e identidade, realizado por instituições locais e regionais para a gestão e o fortalecimento da cultura, da arte e do património no território. Segundo ele, a Secretaria Ministerial Regional (Seremi) dará continuidade ao trabalho colaborativo com as OCCs de Atacama neste ano de 2022.

A Escola de Gestão Cultural Comunitária foi promovida pela Mesa de Organizações Culturais Comunitárias da Região do Atacama. A instância de formação ficou a cargo da Escola de Gestores e Animadores Culturais (Egac), com financiamento do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio, por meio do programa Red Cultura do Departamento de Cidadania Cultural.

A atividade também contou com a presença da prefeita de Caldera, Brunilda González; o conselheiro regional Alex Ahumada, de Chañaral; o vereador de Freirina, Claudio Lazcano; e a conselheira regional Luz Lucero; além de representantes de OCCs de Chañaral, Huasco, Freirina, Copiapó, Caldera e Vallenar.

Cerca de 30 representantes de OCC participaram da Escola de Gestão Cultural Comunitária, que se realizou entre novembro de 2021 e abril de 2022, com financiamento do programa Red Cultura

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Avaliações e aprendizados

Durante a atividade, as OCCs que participaram da capacitação em gestão cultural comunitária compartilharam suas avaliações e aprendizados, destacando a relevância das tarefas de gestão e planejamento no desenvolvimento de iniciativas culturais comunitárias, a associatividade entre organizações para estabelecer propostas de objetivos comuns para o desenvolvimento cultural local e a importância de articular relações de trabalho colaborativo com diferentes instituições públicas de cultura para influenciar os processos de participação e desenvolvimento local.

A União Comunitária de Grupos Culturais de Caldera apresentou a sua experiência de gestão cultural comunitária, focada na reativação e programação artística e cultural de artistas, grupos artísticos, OCC e grupos culturais, desenvolvendo iniciativas de dança, artesanato, literatura, teatro, circo e musicais, entre outros.

Essas experiências repercutiram no reconhecimento do trabalho sustentado da Mesa Regional OCC Atacama, destacando entre os participantes como essa instância vem ampliando sua participação nos espaços de trabalho em diferentes níveis locais e que esse modelo de gestão articula um conjunto coeso de organizações, fortalecendo processos de participação cidadã nas diferentes comunas da região.

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  [Fonte: Ministério das Cultura, das Artes e do Patrimônio]

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19

fev
2022

Em Notícias

Por IberCultura

Ministério das Culturas do Chile apresenta resultados do Registro Nacional de Agentes

Em 19, fev 2022 | Em Notícias | Por IberCultura

O Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile lançou nesta sexta-feira, 18 de fevereiro, o informe “Agentes Culturais, Artísticos e Patrimoniais: caracterização e medição”, que detalha os principais resultados do Registro Nacional de Agentes Culturais, Artísticos e Patrimoniais. Este levantamento, realizado pela instituição entre 29 de junho e 10 de outubro de 2021, buscou aprofundar a informação sobre as pessoas e organizações que trabalham no campo da cultura no Chile.

 No total foram obtidas cerca de 25.000 respostas, 20.767 delas de pessoas físicas e 3.998 de organizações de todas as regiões do país, das mais diversas áreas culturais existentes e das múltiplas funções da cadeia de criação de bens e/ou e manifestações patrimoniais.

As principais áreas culturais identificadas, tanto para indivíduos como para organizações, foram Música, Artes Visuais e Artes Cênicas. A música foi a primeira opção mais mencionada pelos indivíduos (23,1%) e as Artes Cênicas pelas organizações (19,1%).

A maioria das pessoas e organizações declarou que as suas principais tarefas no ciclo do valor cultural são a criação, a interpretação ou a concepção de obras, bens e serviços; educação e formação artística, cultural e patrimonial; e produção de bens, serviços e eventos.

Em relação à dimensão territorial, a maioria das pessoas físicas e organizações registradas está localizada na Região Metropolitana, seguida pelas regiões de Valparaíso e Biobío.

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Organizações

Das 3.998 organizações culturais registradas até 10 de outubro, 67% existem há menos de 10 anos. Ao considerar sua natureza jurídica, 77,2% possuem personalidade jurídica, destacando-se as organizações de direito privado com e sem fins lucrativos.

Do total de organizações, 87,8% têm entre 1 a 10 membros permanentes e, em média, têm um percentual maior de mulheres do que de homens. Esta composição é transversal às áreas e etapas do ciclo cultural, artístico e patrimonial, e também a cada uma das regiões do país.

Em relação às relações de trabalho, 63,4% dos que trabalham nas organizações do setor o fazem de forma remunerada, enquanto os outros 36,6% não recebem remuneração. Essa distribuição aumenta no caso de organizações não constituídas como pessoas jurídicas ou que se declarem pessoas jurídicas sob a figura de comunidades e associações indígenas ou sem fins lucrativos. Quando há remuneração envolvida, o tipo de colaboração mais difundido nas organizações é o dos autônomos, que nem sempre atuam em condição formal de trabalho.

O financiamento de organizações culturais, artísticas e patrimoniais registradas também é variado. As categorias mencionadas como mais importantes são, em primeiro lugar, recursos próprios, família ou amigos; financiamento público no segundo; e venda de bens e/ou serviços no terceiro.

Em termos gerais, 44,5% das organizações afirmam possuir alto grau de formalidade, 36,7% nível médio e 18,8% baixo grau de formalidade. O exposto mostra que, em geral, as organizações apresentam níveis de formalidade mais elevados do que as pessoas físicas. Nesse sentido, cabe destacar que existe uma relação positiva entre organizações que possuem alto grau de formalidade e condições de trabalho estáveis ​​para seus trabalhadores. De fato, nesse tipo de organização há um percentual médio de trabalhadores contratados ao abrigo do Código do Trabalho ou da Lei nº 19.889 mais elevado do que nas organizações com níveis mais baixos de formalidade.

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Pessoas físicas

As 20.767 pessoas físicas cadastradas têm, em sua maioria, menos de 50 anos (66,7%), com predomínio do grupo entre 30 e 45 anos (51,5%). Em relação ao sexo registrado dos participantes, 53,6% são homens e 46,4% mulheres. A percentagem de homens é maior nas áreas industriais (como Música, Livro e Leitura e Audiovisual) e na Arquitetura, enquanto a percentagem de mulheres é maior nas áreas nucleares (Artes Cénicas, Artes Visuais e Ofícios), Design, Cultura comunitária e áreas ligada ao Património Cultural. Um dado que se destaca é que as pessoas inscritas geralmente possuem alto nível educacional, pois 85,9% tiveram acesso ao ensino superior (técnico, universitário ou pós-graduação).

Em relação à caracterização econômica e trabalhista das pessoas físicas, os dados mostram que 83,1% dos cadastrados são trabalhadores autônomos. A preponderância deste tipo de trabalho é transversal a todas as áreas culturais (especialmente Artesanato, Livro e Leitura e Património Cultural Imaterial), a todas as regiões e não faz distinção entre homens e mulheres. Adicionalmente, quatro em cada dez pessoas singulares registradas dedicam-se exclusivamente à cultura, artes e/ou património, enquanto seis em cada 10 pessoas (ou seja, a maioria) exercem outras funções que não a cultura.

O financiamento dos agentes culturais é variado e diversificado. Em primeiro lugar, há aqueles que utilizam recursos próprios, familiares ou amigos como principal fonte de financiamento; segundo, aqueles que recorrem ao financiamento público como principal fonte de financiamento; e, em terceiro lugar, aqueles que financiam a sua atividade através da venda de bens e/ou serviços culturais. Por sua vez, a prestação de serviços ao Estado como fonte de renda continua sendo uma prática pouco difundida entre as pessoas do setor, mas ocorre de forma mais intensa entre aqueles com mais anos de experiência.

Por outro lado, apenas duas em cada dez pessoas trabalham com altos níveis de formalidade, declarando que têm cobertura de saúde e previdência, ou emitem contas e/ou faturas regularmente.

Saiba mais sobre o relatório, o mapa interativo e as figuras:

Relatório dos Agentes Culturais, Artísticos e Patrimoniais: uma abordagem à sua caracterização e mensuração.

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(Fonte: Ministério das Culturas, Artes e Património)

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02

nov
2021

Em Notícias

Por IberCultura

O comunitário na política cultural é o tema central do 5º Seminário “Comunidades, cultura e participação”

Em 02, nov 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Com o tema “Situação, perspectivas e desafios do comunitário na política cultural”, o 5º Seminário Comunidades, Cultura e Participação se realizá entre os dias 23 e 25 de novembro no Palacio Cousiño, em Santiago (Chile), alternando sessões presenciais e on-line. As inscrições já estão abertas para quem quiser participar, inclusive com palestras ou vídeos.

Impulsionado pela Escuela de Gestores y Animadores Culturales (Egac) desde 2017, o seminário tem por objetivo gerar um espaço para a análise, conceituação e problematização da noção do comunitário na cultura, numa perspectiva de visibilizar seus alcances e projeções no Chile atual. Também busca dar visibilidade a experiências que promovam, desde o espaço local e comunitário, a incidência para o desenvolvimento de políticas públicas de base comunitária.

O evento conta com o patrocínio da Municipalidade de Santiago, de IberCultura Viva e da Red Latinoamericana de Gestión Cultural (RedLG). Todas as atividades são gratuitas e abertas à comunidade.
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Inscrições: http://egac.cl/

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10

ago
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Gestores culturais do Brasil e do Peru compartilham experiências com organizações comunitárias do Chile

Em 10, ago 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Sob a premissa de conhecer novas experiências e promover o intercâmbio cultural entre agentes de outras latitudes, a Mesa Regional de Organizações Culturais Comunitárias (OCC) de Coquimbo, no Chile – realizada pelo programa Red Cultura, do Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio –, teve a oportunidade de compartilhar experiências virtualmente com representantes da gestão cultural territorial latino-americana.

Um dos convidados foi Alexandre Santini, gestor cultural, dramaturgo e professor de Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense, que falou sobre as políticas culturais locais do Brasil e os respectivos desafios dos tempos de pandemia. A outra apresentação ficou a cargo da companhia Vichama Teatro, cujos representantes discutiram detalhes de seus 38 anos de experiência trabalhando para gerar tecido social e pesquisa teatral em Villa El Salvador, na região metropolitana de Lima, no Peru.

Santini explicou que “é sempre muito interessante compartilhar experiências de gestão de políticas culturais de base comunitária, principalmente quando o objetivo é contribuir para a formulação e implementação de políticas públicas de organizações culturais comunitárias, como foi o caso desta conversa com agentes e gestores da Região de Coquimbo no Chile”.

Já o seremi (secretário ministerial regional) Francisco Varas disse que para o Ministério das Culturas é fundamental dotar as organizações comunitárias de recursos, ferramentas e experiências para o crescimento e o desenvolvimento do trabalho que realizam permanentemente com as comunidades. “Essa troca de experiências é vital para fortalecer o trabalho dos nossos vizinhos em matéria de gestão cultural, por isso estamos muito felizes com este espaço de crescimento e retroalimentação”, ressaltou.

Marcelo Saavedra, gestor cultural e diretor do espaço Molinos de Artes (Coquimbo), afirmou que é indispensável conhecer outras experiências, não porque sejam melhores ou piores, mas porque é fundamental trocar pontos de vista sobre a gestão cultural da comunidade. “Agradecemos à Red Cultura e a Seremi de las Culturas por gerarem esses espaços, pois assim podemos criar uma cultura mais viva e participativa em nossos territórios”, comentou.

Também participaram do encontro as seguintes organizações culturais comunitárias: Centro Cultural Vive Guanaqueros, Gestores del Choapa (Los Vilos), Colectivo de Artes Integradas Literario Kail (Los Vilos), Agrupación Cultural Margot Loyola (Tierras Blancas, Coquimbo) e Radio Comunitaria MinixFM (Diaguitas, Vicuña). A experiência se soma ao encontro online que a Mesa Regional do OCC realizou no mês passado com Ana Cachimuel, gestora cultural e representante da Associação de Mulheres Indígenas SinchiWarmi Kuna, do Equador.

Fonte: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio

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14

jul
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Ministério das Culturas do Chile convida a participar do Registro Nacional de Agentes Culturais, Artísticos e Patrimoniais

Em 14, jul 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

(Texto e foto: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio)

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O Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile convida os agentes culturais do país a se inscreverem no “Registro Nacional de Agentes Culturais, Artísticos e do Patrimônio: melhor informação, melhores políticas públicas para a cultura”. A iniciativa tem como principal objetivo obter informações atualizadas, válidas e confiáveis ​​sobre a situação do setor e seus diferentes subsetores nos níveis nacional, regional e municipal.

O cadastro faz parte do Plano de Caracterização de Agentes Culturais, Artísticos e Patrimoniais, do qual também faz parte o III Cadastro Nacional de Espaços Culturais, que já está em execução há algumas semanas.

A ministra das Culturas, Artes e Património, Consuelo Valdés, afirmou que “esta é uma política de Estado e um registro que visa dimensionar, identificar e caracterizar o setor de forma universal e inclusiva. Precisamos atualizar e obter o máximo de informação possível dos agentes culturais, artísticos e patrimoniais existentes no Chile, para que possamos desenhar e implementar melhores políticas públicas para esta área. Por isso a participação de todos é fundamental”. A autoridade acrescentou que “este projeto responde a uma demanda há muito esperada pela comunidade cultural, artística e patrimonial do país, que tem sido levantada pelas diversas organizações do setor em diferentes instâncias participativas”.

O cadastro vem para atualizar e aprofundar o Perfil de Cultura, base de dados de agentes e espaços que vem sendo realizada desde 2016 e que contém informações sobre todas as pessoas inscritas nas convocatórias da instituição. Este instrumento tem sido um dos principais insumos para a implementação de programas e iniciativas ministeriais nos últimos cinco anos.

No entanto, é necessário um instrumento único que forneça mais e melhores dados sobre o setor, de forma a atingir as organizações, agentes e trabalhadores/as culturais que ainda não foram contabilizados. O registro também aprofunda as informações perguntando sobre dados de identificação e localização; a atividade cultural, artística e patrimonial desenvolvida e o meio em que é realizada; emprego, saúde e situação previdenciária, entre outras questões.

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Quem pode participar?

Podem participar do registro aqueles que se consideram ou se identificam como agentes culturais, artísticos e/ou patrimoniais, sejam organizações, criadores, artistas e/ou trabalhadores e trabalhadoras culturais, incluindo todas as disciplinas artísticas e todos os elos do ciclo cultural (criação, produção, marketing, mediação, educação, etc.). A ideia é também atingir atores sobre os quais o ministério tem pouca ou nenhuma informação.

Para se inscrever, deve-se responder a um questionário com cerca de 50 questões (é preciso escolher entre duas opções de formulários: para pessoas físicas e pessoas jurídicas), que se encontram disponíveis em www.cultura.gob.cl/registroagentes. Dúvidas ou consultas devem ser enviadas ao e-mail consultationsregistro@cultura.gob.cl. As inscrições podem ser feitas até o final de setembro.

O questionário também estará disponível em breve em línguas dos povos indígenas (Rapa Nui, Mapudungun e Aymara). É importante mencionar que o formulário foi desenvolvido e construído de forma participativa com representantes e sindicatos do setor.

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Cadastro Nacional de Espaços Culturais

Este instrumento é um sistema de cadastramento de espaços públicos e privados de uso cultural, artístico e/ou patrimonial em funcionamento em todo o território nacional e que contam com planejamento anual. A coleta de informações será realizada entre junho e setembro de 2021 por entrevistadores com experiência em coleta de dados (Consultor Pragmac), que entrarão em contato com os responsáveis ​​pelos espaços para aplicar o questionário presencial ou virtualmente, conforme permitido pelas circunstâncias sanitárias. Esta é a terceira versão deste cadastro, a última foi realizada em 2014.

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28

Maio
2021

Em Notícias

Por IberCultura

“Registro de iniciativas culturais comunitárias” reúne histórias da Região Metropolitana do Chile: uma ideia a replicar

Em 28, Maio 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Há um ano, os membros da Mesa de Organizações Culturais Comunitárias da Região Metropolitana (Mesa OCCRM), do Chile, decidiram convocar as OCCs da região para fazer algo que nunca haviam feito antes: contar suas histórias, documentar o que faziam em seus territórios, mostrar que existiam. O projeto, realizado com o apoio do Programa Rede Cultura da Secretaria Regional das Culturas, Artes e Patrimônio, resultou no livro “Registro de iniciativas culturais comunitárias – Região Metropolitana”, lançado em encontro por videoconferência na última quarta-feira dia 26 de maio. 

A publicação reúne, em 176 páginas, um total de 76 organizações e iniciativas culturais comunitárias da Região Metropolitana de Santiago, pertencentes a 27 das 52 comunas que a constituem. Os temas de trabalho são os mais variados, vão desde circo, reciclagem e pintura mural até trabalho com crianças, jovens e mulheres, promoção de direitos, animação cultural de bairro, pesquisa e gestão cultural, entre outros. Na parte final do livro foi incorporado um mapa com a localização territorial de cada uma delas, disponível em sua versão interativa no site www.mesaoccrm.cl.

O lançamento se deu numa das sessões do 6º Encontro de Organizações Culturais Comunitárias da Região Metropolitana. Estavam presentes o coordenador da edição, Roberto Guerra Veas, fundador da Escola de Gestores e Animadores Culturais (Egac); o designer gráfico Alfredo Chuquimia; Camila Garrido, Vania Fernández e Marianela Riquelme, profissionais do programa Red Cultura; Esther Hernández Torres (México), presidenta do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva, e integrantes de organizações que participam da Mesa de OCC da Região Metropolitana. 

Quatro das organizações presentes no livro se apresentaram neste encontro virtual: Elizabeth Guzmán falou sobre a Escola de Títeres de Lo Espejo; Ruben Berrios, do Grupo Perú Danza; Diana Catani, da Corporación Cultural Teatro Bus Chile; Rosa Luz Vargas, da Ebano y Marfil. A moderação esteve a cargo de Melanie Bustos Alveal, representante da organização La Joya Mosaico. 

Um desejo cumprido

Na abertura do encontro, Camila Garrido, representante do programa Red Cultura, felicitou os representantes da Mesa OCCRM e falou da emoção ao ver o texto, depois de quatro anos de trabalho conjunto em prol do fortalecimento de OCCs para a região. “Havia um desejo de que isso acontecesse, de que esse registro fosse gerado. É muito gratificante ser testemunha deste acontecimento”, comemorou. “Há um ano, quando esse projeto surgiu da mesa, o objetivo técnico era a auto-observação, mas esse foi um pretexto para poder acompanhar, colaborar, se encontrar com as OCCs que estavam no território.”

Segundo Camila, a estratégia era dar visibilidade cultural ao trabalho das organizações, mas havia algo mais: era preciso dar cara, nomes e pele às organizações que distribuíam refeições, coordenavam a entrega de caixas de mercadorias, realizavam bingo, rifas, para ajudar um vizinho com problemas de saúde. “A cultura comunitária acaba sendo um bálsamo nesses momentos difíceis e dolorosos. É uma forma de se conectar com a memória e a resistência”, destacou. Para ela, este registro não é apenas um marco regional, mas também nacional, “uma prática que vale a pena imitar nas várias regiões e comunas do país”, pois sistematizar o que se faz é uma forma de ficar no tempo, uma forma de transcender.

Vania Fernández, outra representante do Red Cultura na região, também expressou a emoção de ver a concretização deste projeto, que “mostra que o trabalho cultural comunitário vai além de se candidatar a fundos públicos”. “Essas organizações trabalham pela construção de uma sociedade que garanta os direitos culturais. Elas trabalham de forma autônoma, se preocupam em empoderar seus pares, se associam, buscam maneiras de sobreviver. (…) Quando começam a deixar de se olhar e passam a olhar para o outro, quando encontram nas expressões artísticas a forma de estimular suas vidas e de todo o seu entorno, é aí que as comunidades começam a crescer. Este registro nos mostra 76 histórias, 76 sonhos, 76 lutas de ativismo territorial.”

Uma experiência inspiradora

Esther Hernández Torres, diretora geral de Vinculação Cultural da Secretaria de Cultura do México e presidenta do Conselho Intergovernamental IberCultura Viva, representou o programa no encontro e comentou a emoção transmitida pelos membros da Mesa OCC ao ver materializado este trabalho. “As histórias que vêm das organizações são realmente empolgantes e inspiradoras”, disse ela. Além de parabenizá-los pela edição e pelo complexo trabalho de sistematização (“que eles conseguiram fazer muito bem”), destacou a importância da experiência e do trabalho que as organizações de base realizam quando se articulam nas políticas culturais. 

“Passamos por tempos muito difíceis e nós que gerenciamos políticas de base comunitária nos preocupamos com a necessidade de presença, de território. E quando pensávamos que não podíamos fazer mais nada, as organizações nos surpreendem com redes de solidariedade, sendo agentes de mudança em seus lugares de origem. Agentes que buscam o bem-estar coletivo por meio da arte, da cultura, de suas próprias linguagens, para se manterem vivos. O fato de o trabalho comunitário, em vez de cair como muitos de nós temíamos, ter criado todas essas possibilidades com mais força, é algo que dá muita esperança e que é preciso compartilhar ”, destacou a presidenta do IberCultura Viva.

Para Esther Hernández, a publicação é uma fonte de inspiração para organizações de outras latitudes, de outras partes da Ibero-América, e demonstra a vitalidade da cultura comunitária. “Adorei o que Camila disse: que a cultura da comunidade é um bálsamo em momentos de dor. Sim, é um bálsamo nos momentos difíceis, mas também nos momentos de confiança, de encontro, de alegria. E nos momentos de raiva, de memória, de lembrar por que estamos aqui, por que agimos e por que é cada vez mais necessário trabalharmos juntos, em solidariedade, em redes”, afirmou. 

Sete meses de trabalho editorial

Roberto Guerra Veas, responsável pela coordenação editorial, destacou que as organizações culturais comunitárias são um dos atores mais dinâmicos do setor cultural chileno, estando presentes de uma ponta a outra do país, “de Putre a Puerto Williams”. “Também na nossa região, no conjunto de comunas, elas dizem presente. E têm feito isso desde sempre, desde antes de o ministério existir, e elas estão dizendo presente agora. Nestes tempos complexos, elas se comprometeram a acompanhar seus grupos e comunidades, estão se organizando, ativando, gerando espaços de participação. Aonde o Estado não chega e o mercado não se interessa, aí estão as organizações culturais comunitárias”, comentou. 

Segundo o fundador da Egac, o projeto do livro surgiu a partir de duas das principais demandas que as organizações de base regularmente levantam: que seu trabalho tenha mais visibilidade e seja reconhecido. “Este registro é um presente que damos a nós mesmos e que compartilhamos com todos. O livro nos permite mostrar que existimos, que há processos de ativação e reconhecimento aqui, que há iniciativas que estão fazendo algo que ninguém mais está fazendo, que há um festival de teatro de bonecos que une a população, que estão criando ‘panelas comuns’, que estão pintando murais de forma colaborativa e associativa … Há um valor fundamental aí”, disse, apontando a necessidade de o Estado responder à demanda constante das organizações por um maior reconhecimento, por ter políticas públicas específicas e deixar de ser “os parentes pobres” nas políticas culturais. 

A publicação levou sete meses “intensos” de trabalho e também serviu para lembrar às organizações a necessidade de as organizações prestarem a devida atenção aos processos de registro e documentação de suas práticas. “Isso não é secundário. É importante organizar as informações, documentar o que está sendo feito, ter arquivos, ter fotos que falam bem do seu trabalho”, observou Guerra. “Com informações organizadas, você pode avançar nos processos de sistematização, compartilhar uma experiência. Nesse caso, compartilhar o trabalho de 76 organizações é como tirar uma foto. No outono de 2021, esta é uma foto do setor cultural comunitário que ficará para a história.”

O processo de seleção

Na apresentação do livro, explica-se que o projeto teve início com uma convocatória dirigida a organizações, coletivos e projetos culturais comunitários e sem fins lucrativos, denominados “iniciativas”, que, independentemente da sua natureza jurídica, realizam seu trabalho em qualquer uma das 52 comunas da Região Metropolitana de Santiago. Era necessário ter no mínimo três anos de funcionamento. Concluído o período de registro, foram recebidas 90 postulações de 28 comunas da capital chilena.

A avaliação das iniciativas ficou a cargo de um comitê formado pela Mesa OCCRM e o programa Red Cultura, considerando os critérios de associatividade, trajetória e experiência, abrangência e participação nos encontros regionais de OCCs. As 69 que completaram satisfatoriamente todo o processo juntaram-se às 7 organizações que faziam parte da Mesa OCCRM, completando o total de 76 iniciativas presentes no texto.

Onde baixar a publicação: www.egac.cl

Veja o vídeo do lançamento: https://www.facebook.com/egaccultura/videos/147737554039890

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28

Maio
2021

Em Notícias

Por IberCultura

Programa Red Cultura disponibiliza uma cartografia cultural da região de Tarapacá, no Chile

Em 28, Maio 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Para tornar visível e valorizar a contribuição à cultura da comunidade organizada, em coordenação com os/as agentes culturais locais, o programa Red Cultura da região de Tarapacá, em Chile, disponibiliza um mapa georreferenciado dos espaços culturais, da secretaria municipal de cultura das 7 comunas pertencentes a esta região e de 29 organizações culturais comunitárias das comunas de Pica, Huara, Iquique, Alto Hospicio e Pozo Almonte.

Com o objetivo de contribuir para a continuidade e sobrevivência dos agentes culturais do território e de suas estruturas sociais, bem como para fortalecer a articulação da comunidade, os diferentes agentes e instituições culturais foram convocados a participar da configuração de uma ferramenta de planejamento de apoio para a geração de novas fontes de financiamento e que, de alguma forma, permitam reativar, reencantar e/ou formar um novo e fortalecido vínculo com as comunidades e públicos aos quais dirigem suas atividades.

Diversas atividades, em sua maioria virtuais, foram desenvolvidas para identificar o patrimônio cultural regional e gerar pontos de contato georreferenciados e informações para esse mapeamento cultural regional. Destacam-se os seis Encontros Participativos: dois com agentes culturais municipais, dois com responsáveis ​​pelos espaços culturais e dois com representantes de organizações culturais comunitárias e com o apoio dos grupos de trabalho que se estabelecem com as contrapartes territoriais do programa Red Cultura.

A iniciativa busca ser um palco para essas e outras OCCs da região, a fim de informar a comunidade sobre sua existência e as atividades que realizam para ativar os territórios e ampliar o repertório de iniciativas culturais comunitárias.

A região de Tarapacá está localizada no norte do Chile, na fronteira com a Bolívia, a quase 2.000 quilômetros da cidade de Santiago. Até 20 anos atrás era também constituída pela região de Arica e Parinacota, na fronteira com o Peru e a Bolívia, possuindo um alto percentual de população migrante. É reconhecida por seu planalto e localidades rurais ricas em história paleolítica de geoglifos, pinturas rupestres e pictoglifos de várias datas e, principalmente, por suas obras de nitrato declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Texto: Coordinación nacional del componente OCC – Red Cultura/ Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio de Chile

Conheça o mapa:

https://www.google.com/maps/d/u/0/viewer?ll=-18.449926969621405%2C-70.07813369388832&z=7&mid=1qxpbMuOaPrEId2IEvfg5CF8pBwK3ICrZ

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11

Maio
2021

Em Notícias

Por IberCultura

IberCultura Viva participa de reunião da Mesa Regional de OCCs de Coquimbo, no Chile

Em 11, Maio 2021 | Em Notícias | Por IberCultura

Como a pandemia Covid-19 redefiniu o espaço público? Na região de Coquimbo, no Chile, as pessoas têm se reunido nas praias para compartilhar atividades, as quadras agora estão cheias de pais com filhos, panelas comunitárias são cada vez mais vistas nos bairros… “O espaço público tem se reinventado”, comentou Mirna Veliz , representante da Agrupación Cultural Margot Loyola, de Tierras Blancas, no encontro virtual da Mesa Regional de Organizações Culturais Comunitárias (OCCs) de Coquimbo realizado na quinta-feira, 6 de maio.

A questão da emergência sanitária e suas reflexões sobre a convivência e o uso do espaço público foi levantada por Emiliano Fuentes Firmani, secretário técnico do IberCultura Viva, durante a reunião da Mesa Regional de OCCs, e comentada pelas participantes a partir da percepção que elas têm de seus bairros e arredores. São consultas como esta que norteiam algumas ações do programa, daí a importância que IberCultura Viva dá aos encontros com representantes de OCCs dos países membros.

Durante a sua participação neste encontro virtual -a convite de Maria Rosa Cortés Vergara, coordenadora do programa Red Cultura na região de Coquimbo-, Emiliano Fuentes Firmani explicou como funciona o IberCultura Viva, quais são os seus objetivos, comentou as reformulações que foram feitas no Plano Estratégico Trienal (PET 2021-2023), recentemente aprovado pelo Conselho Intergovernamental, e divulgou as convocatórias que serão realizadas em 2021. 

O secretário técnico destacou algumas novidades nas atividades do programa, como a inclusão de editais para projetos de inclusão digital comunitária, para a publicação de obras em línguas indígenas (traduzidas para o espanhol e português) e para o reconhecimento de portadores e experiências comunitárias na gestão do patrimônio cultural imaterial. Ele também falou sobre a intenção de promover capacitações de curta duração, a exemplo de um curso virtual sobre perspectiva de gênero e cultura comunitária.

Das 14 pessoas que participaram deste encontro, a maioria já tinha conhecimento do programa IberCultura Viva. Claudia Velasco Cornejo, da Corporación Cultural Gestores del Choapa, de Los Vilos, foi uma das bolsistas do Curso Internacional de Pós-Graduação em Políticas Culturais Comunitárias que o programa vem desenvolvendo com a FLACSO-Argentina desde 2018. Mirna Veliz, da Agrupación Cultural Margot Loyola, foi quem recebeu em Tierras Blancas o projeto “Ipadê – Encontros com Axé”, do Grupo Senzala Foz (Brasil), em um dos intercâmbios selecionados na convocatória Iber Entrelaçando Experiências em 2019.

Criada em 2017, a Mesa Regional de Coquimbo é composta por representantes de sete OCCs com perfis distintos, das comunas de Paihuano, Vicuña, Coquimbo e Los Vilos (localizadas nas regiões de pré-cordilheira, vale, zona urbana e litoral). Embora não sejam muitas em relação à representação territorial, essas organizações de Coquimbo são participativas e estabeleceram um trabalho colaborativo com o Estado, participando das diversas atividades propostas pelo programa Red Cultura na região.

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26

nov
2020

Em Notícias

Por IberCultura

No Chile, organizações culturais comunitárias da região de Tarapacá se reúnem para um balanço anual 

Em 26, nov 2020 | Em Notícias | Por IberCultura

Os encontros comunais online na Região de Tarapacá, no Chile — organizados pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile, através do programa Red Cultura —, foram a ocasião indicada para apresentar as cápsulas audiovisuais que recolhem depoimentos de integrantes de Organizações Culturais Comunitárias (OCC) de Huara, Pozo Almonte, Pica, Alto Hospicio e Iquique. Os vídeos mostraram o que essas organizações desenvolveram durante este ano e ao longo de suas trajetórias, emocionando os participantes, que pela primeira vez puderam ver o resultado final do trabalho realizado em equipe. 

“Essas agrupações puderam contar algumas das coisas que realizam em suas comunas e mostrar o aporte que são para a região. É justamente disso que se trata esta iniciativa, de que exista um trabalho onde todas as organizações, com suas respectivas especialidades, somem experiências e esforços para difundir a cultura no território”, afirmou a secretária regional ministerial (Seremi) das Culturas, das Artes e do Patrimônio de Tarapacá, Laura Díaz.

O material audiovisual foi reunido durante o Plano Regional de Formação em Gestão Cultural e Sustentabilidade — entre setembro e os primeiros dias deste mês —, quando os integrantes das OCC, junto a uma equipe de produção, criaram os roteiros e gravaram as cápsulas, que permitem mostrar o trabalho feito a favor da promoção e da preservação cultural. Os vídeos serão publicados em breve no Repositório Digital do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio.

Avaliação e georreferenciamento

Durante os encontros, as pessoas participantes também puderam avaliar as instâncias formativas do programa Red Cultura na região, assim como realizar o levantamento de informação para a elaboração de uma cartografia cultural regional, tanto das OCC que participam do programa como de espaços culturais que conformam a rede regional e os municípios que contam com departamentos de Cultura e têm um Plano Municipal de Cultura (PMC) atualizado.

Em cada um dos encontros virtuais, membros dessas organizações fizeram parte da consulta que uma equipe de profissionais desenvolve para elaborar a georreferenciação e cartografia dos agentes culturais da região. Foi assim que o estudo permitiu guiar os participantes na identificação dos ativos culturais de cada comuna, os quais, após ser submetidos a votação, foram georreferenciados.

As Organizações Culturais Comunitárias participantes se caracterizam não apenas por reunir pessoas de distintos grupos etários, mas também por se tratarem de agrupações de cidadãos migrantes com ativa participação na região.

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