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Arquivos Sabores migrantes - IberCultura Viva

18

fev
2024

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Por IberCultura

Conheça as 13 receitas ganhadoras do concurso Sabores Migrantes Comunitários 2023

Em 18, fev 2024 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

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No dia 15 de janeiro, foi divulgado o resultado da edição 2023 do concurso Sabores Migrantes Comunitários. Esta convocatória, realizada anualmente desde 2019, é uma iniciativa conjunta de três programas de cooperação vinculados à Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB): IberCultura Viva, Ibercocinas e Iber-Rutas. Este ano, 13 receitas e práticas culinárias foram selecionadas para receber o reconhecimento como “Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana” e um prêmio de US$ 600.

A seguir, apresentamos as receitas vencedoras, suas histórias e modos de preparo. Bom proveito!


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1. Nome: Marisabel Figueras

País de nascimento: Venezuela

País de residência: Paraguai

*Nome da receita: Hallacas de Maita

Hallaca é a preparação culinária mais representativa da culinária natalina venezuelana. Como diz Marisabel Figueras em sua descrição da prática culinária, é um preparo “complexo, trabalhoso e nutricionalmente completo” que teve uma transição importante em relação ao espaço e ao tempo em que é consumido e que tem muitas conotações afetivas para os venezuelanos .

“Ela ganhou o posto de rainha do Natal em todo o país e é um ícone de identidade na cozinha nacional, pois incentiva todos os familiares a participarem de sua preparação, com cada um/a fazendo uma tarefa de acordo com a idade. O preparo da hallaca é um momento de partilha que fortalece os laços familiares e nos permite continuar com essa tradição”, destaca a venezuelana, que reside na cidade de San Lorenzo, no Paraguai.

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Segundo ela, as hallacas de Maita são importantes na comunidade paraguaia porque permitem o intercâmbio cultural, são uma forma de mostrar suas tradições e parte de sua história. “O preparo das hallacas é o momento certo para compartilhar as refeições com outras culturas e pode servir para estreitar laços”, afirma.

Marisabel ressalta que a origem das hallacas não é muito conhecida. Uma das teorias que supõe o seu surgimento diz que durante os anos da independência da Venezuela, nas festas das famílias ricas, preparavam-se copiosos banquetes e que as sobras destes eram entregues aos escravos, que se aproveitavam deles misturando-os com massa de milho e embrulhando-os em folhas de bananeira e depois cozinhando-os em água fervente.

Este prato tradicional venezuelano é feito com uma massa de farinha de milho temperada com frango ou caldo de galinha colorido com onoto ou achiote, recheada com um guisado de carne bovina, suína e de galinha ou frango. Adicionam-se uvas, passas, azeitonas, alcaparras, páprica, cebola, alho, cebolinha, alho poró, picles, etc. Depois de envoltos em folhas de bananeira em formato retangular, são amarrados com um barbante e imersos em uma panela com água fervente até ficar cozido.

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Conheça a receita

*Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A prática culinária será realizada na cozinha da casa e levada ao centro da cidade de Assunção, onde se encontram muitas pessoas da etnia Guarani. A intenção é oferecer as hallacas de Maita a cerca de 30 a 40 pessoas que passam o dia nas praças do centro da cidade, algumas delas em situação de rua.


2. Nome: Pamela María Quesada Palência

* País de nascimento: Guatemala

* País de residência: Argentina

*Nome da receita: “El Chuchito

“Nicalteca” (nicaraguense-guatemalteca) de raízes mizquito-maias, Pamela Quesada é uma migrante que vive na selva paranaense, na Argentina. Trabalhadora cultural independente no município de Puerto Piray (Montecarlo, Misiones), gerencia projetos culturais regionais e sustentáveis ​​para o Ponto de Cultura CERNE Vida y Monte, nas áreas de meio ambiente e recuperação de materiais, gênero e diversidades, povos indígenas e recuperação de identidade local.

Em sua postulação, Pamela Quesada afirma que os sabores migrantes viajam com o/a viajante. “Eles descobrem e se metem em bolsos, envelopes, mochilas, malas, caixas… Em forma de receita dão continuidade à vida dentro de panelas e frigideiras”, escreve. “El chuchito”, o sabor migrante que ela apresenta neste concurso, vem dos antepassados ​​maias. “Conseguiram dar continuidade à semente de milho e ao conhecimento tecnológico ligado ao desenvolvimento desta semente, nas suas versáteis receitas: milho chicha, milho atol, milho tortilla, milho tamal… Ka’i Ku’a é o equivalente em Misiones para o tamal ou chuchito”, detalha.

“Como na Guatemala, adiciona-se água morna e sal à farinha de milho até virar ‘chicle’ ou chirle, ervas aromáticas, queijos e também molhos de tomate vermelho e pimentas secas. Quem quiser completo acrescenta feijão ou carne. Em seguida, é embrulhado na mesma tuza ou chala de onde foi retirado, e um fogo é aceso como oferenda aos deuses maias, para ser fervido.”

Segundo ela, a conservação desta receita contribui para revalorizar os costumes ancestrais de aproveitar e cuidar do ambiente natural e dos recursos do território Piray km18, em Puerto Piray. “Essas receitas, além de transmitirem sabores e preparos, também transmitem conhecimentos e práticas, como a conservação de sementes nativas para uma alimentação saudável, soberania alimentar e ambiental”, ressalta.

A área Piray km 18 é um território que era habitado por comunidades guaranis hoje deslocadas e, posteriormente, por migrantes, em sua maioria paraguaios e brasileiros, organizados em grandes clãs com sobrenomes predominantes. Pelas características territoriais (ruas de terra, apenas duas viagens de ônibus por dia, etc) e pela falta de dinheiro, sua principal fonte de subsistência eram as culturas para autoconsumo. “A semente de milho que plantamos tem pelo menos 50 anos e sua colheita também alimenta animais de fazenda. A farinha de milho é produzida localmente e hoje é utilizada em preparações como a sopa paraguaia”, acrescenta.

⇒Conheça a receita:

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A prática será compartilhada no Ponto de Cultura CERNE Vida y Monte. Centro comunitário localizado em Piray km 18, às margens do córrego Piray Guazú, referência territorial em meio ambiente, cultura e turismo, este Ponto de Cultura desde 2008 busca conscientizar e capacitar moradores e/ou visitantes da comunidade por meio de atividades culturais, esportivas, educativas e turísticas sobre hábitos e costumes ligados ao bom uso do espaço e dos recursos naturais.

A prática será realizada como atividade complementar para 100 alunos do ensino fundamental em um dos dias programados do percurso educativo Ecopaseo, onde são abordadas unidades produtivas do meio rural (como vermicultura e apicultura), popularizando o conhecimento científico e sensibilizando a importância de cuidar de seus recursos e território.


3. Nome: Graciela Vicente Ráfales

* País de nascimento: Espanha

* País de residência: Chile

*Nome da receita: Paella

Graciela Vicente Ráfales vem de uma cidade chamada Nonaspe, localizada na província de Zaragoza, em Aragón, nordeste da Espanha. Devido à sua proximidade com a Catalunha, sua língua materna é o catalão. Apaixonada pela cozinha com cogumelos e pela natureza, ela faz receitas saudáveis ​​e inovadoras com alimentos naturais na cidade de Talca, na região de Maule, no Chile, onde criou família e mora há sete anos. Lá ela se dedica à micogastronomia (cozinha com cogumelos) e é fotógrafa de gastronomia. (Alguns de seus trabalhos e ideias estão no Instagram: @recetasysetas)

Nesta quinta edição de Sabores Migrantes Comunitários, Graciela apresenta uma receita de “paella fungi” com ingredientes representativos do Chile. É um arroz tipo paella com caldo de cogumelos, basicamente uma paella que usa mote de trigo (produto típico chileno) em vez de arroz. “Curiosamente, paella, em valenciano ou catalão, significa frigideira. É uma frigideira plana, larga e baixa, com duas alças. No Chile existe o que chamam de paila. É uma frigideira plana e baixa com duas alças, embora geralmente bastante pequena. Paella e paila têm a mesma origem e significado”, comenta.

Graciela diz que as primeiras paellas surgiram por volta do século XV, época em que a Comunidade Valenciana pertencia ao Reino de Aragón. “A típica paella valenciana tem origem humilde e camponesa. Preparavam uma receita simples com os ingredientes que tinham à disposição, como carne de caça, aves, alcachofras, garrofó (espécie de feijão tenro), bajoqueta (feijão verde), etc. Cozido no fogo de uma fogueira. No litoral, preparavam uma versão com o que tinham, marisco mediterrânico, camarão, entre outros. Claro que o arroz não pode faltar nas duas versões, o tipo que ali se cultiva, o arroz bomba. Um grão redondo, com muito amido e que absorve bem os sabores”, afirma.

Esta receita, com o tempo, tornou-se popular e, desta forma, da Comunidade Valenciana espalhou-se pelo resto do país. Cada região ou área incluía os alimentos que tinham à sua disposição e cozinhavam-nos como sabiam ou podiam. Algo que os valencianos nunca aceitaram e por isso chamam a esse tipo de paellas ‘arroz com coisas’. Também não gostam da ideia de mistura de paellas, carnes e frutos do mar, consideram que esses dois produtos não devem ser misturados. Hoje em dia, na Espanha, a paella é uma receita tão conhecida e difundida que é um prato que não pode faltar em nenhum restaurante turístico, pois é um emblema da gastronomia espanhola”, afirma.

Em Nonaspe, onde vivia na Espanha, para encerrar as grandes festas ou em San Cristóbal ou para grandes confraternizações, preparavam-se enormes paellas, para cerca de 300 comensais. “Nos reuníamos na ermida, um lugar lindo, tranquilo, idílico, localizado a 1 km de Nonaspe. Estávamos em comunidade e todos compartilhávamos aquela paella fantástica que a organização preparava. Outros dias, quando fazíamos, por exemplo, aniversários ou outra comemoração que muita gente comparecia, era preparada uma paella para todos, com muitos frutos do mar, para comemorar. Durante a semana a minha mãe preparava paella com coelho criado em casa e caracóis da serra, mais baratos, mas igualmente deliciosos.”

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Conheça a receita

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: Nesses anos em que mora no Chile, Graciela Vicente estabeleceu vínculos com o Centro Cultural Municipal de Talca, que a conectou com a cultura e os agentes culturais da região, além de servir de apoio em seu processo de integração. “Sinto que lhes devo muito, por isso decidi realizar esta prática culinária nas suas instalações, pois seria uma forma de retribuir, de alguma forma, um pouco do favor oferecido”, comenta. “(…) Com a ajuda de pessoas do centro cultural, amigos e familiares iremos preparar a receita, pois espero que mais de 100 pessoas possam assistir à atividade.” A atividade será aberta à comunidade.


4. Nome: Lourdes Fátima Díaz Chávez/Grupo San Baltazar de Kamba Cua

* País de nascimento: Paraguai

* País de residência: Paraguai

*Nome da receita: Kishima

Afroparaguaia, Lourdes Díaz trabalha na Comunidade Kamba Cua, em Fernando de la Mora, a 10 km de Assunção, Paraguai. A comunidade afrodescendente foi criada com a chegada, em 1820, de um grupo de homens e mulheres afrodescendentes que acompanhavam o general José Gervasio Artigas. A receita que apresenta nesta convocatória, em nome da Associação Grupo San Baltazar de Kamba Cua (que inclui Adolfo Bogarin, Cesar Chavez Diaz, Cecilia Leiva e Lorena David), é a de kishima, prato que seus antepassados ​​​​preparavam na comunidade e que só lá é feito e degustado até hoje.

Kishima é um alimento tradicional da comunidade Kamba Cua que perdurou ao longo do tempo. Feito com mandioca cozida e coco ralado ou moído, pode ser doce ou salgado e é ideal para o café da manhã ou lanche ou para acompanhar o almoço ou jantar. Além de 1 quilo de mandioca cozida e bem macia, a receita leva 300 gramas de coco paraguaio moído, 300 gramas de queijo paraguaio, 2 ovos e sal a gosto. É necessário um palito de cerca de 70 cm para grelhar em fogo moderado.

“Esta receita ancestral é de extrema importância na nossa comunidade porque representa os nossos saberes, os nossos antepassados, representa para nós as nossas avós, porque sempre fizemos com elas e provamos. É uma receita que acreditamos ter vindo dos nossos antepassados ​​quenianos. É o sabor tradicional da comunidade, está sempre presente nos nossos eventos tradicionais. Kishima, sabor de Kamba Cua”, diz Lourdes.


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Conheça a receita

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: Comunidade Kamba Cua, centro comunitário. Quantidade aproximada: 50 pessoas. “É um lugar muito importante para nós porque em 1999 recuperamos 1,6 hectares de terras para nossa comunidade e a construção do centro comunitário, que fica no coração da comunidade afrodescendente, fez parte desse projeto”, diz Lourdes.


5. Nome: Danilsa Esther Granados De Díaz/ Nelly e Argenis Madroñero

* País de nascimento: Colômbia

* País de residência: Chile

*Nome da receita: Sancocho trifásico

Danilsa Granados se inscreveu em nome do coletivo Corporación de Inmigrantes Unidos Los Lagos, formado por Nelly e Argenis Madroñero, Maritza Valle Cárdenas, Consuelo Ruiz H., Priscilla De Assis, Cristobalina Amador, Sara Soto Rodriguez, Claudio Oyarzun F. e Bernardita Zuñiga. O grupo pretendia apresentar oito receitas (sancocho trifásico, roupas velhas, feijoada, manga, sopa paraguaia, cancato de salmão, contas e medialunas, arroz com frango e batata ao molho rocoto), mas como o sistema só permitia uma foto, apresentaram a do sancocho trifásico, proposto pelas irmãs colombianas Nelly e Argenis Madroñero.

Nelly e Argenis nasceram no departamento de Cauca, região do Pacífico, sudoeste da Colômbia. Elas moraram no departamento de Putumayo, na região amazônica, e depois retornaram ao Valle del Cauca, onde durante 10 anos tiveram um restaurante de comida caseira. “Vir para o Chile foi uma decisão difícil, mas queríamos um futuro melhor para a nossa família. Escolhemos Puerto Montt porque nos disseram que era uma cidade tranquila e com ótimas oportunidades de trabalho. Já faz 2 anos e meio que criamos uma nova vida aqui neste lindo país, mas com o coração na nossa terra”, comentam.

Na inscrição que enviaram ao concurso, elas dizem que o sancocho faz parte da vida delas desde crianças, pois os pais o preparavam quando se reuniam em família, principalmente em datas especiais, como 25 de dezembro ou 1º de janeiro. “A família se reunia no quintal, acendia um fogão a lenha e fazia uma grande quantidade de sancocho para todos. Aos domingos íamos tomar banho nos rios e riachos e fazíamos o famoso ‘passeio da panela’, acendendo a fogueira na margem do rio. No nosso restaurante na Colômbia o prato principal era o sancocho trifásico e graças a esta deliciosa receita pudemos sustentar a nossa família. Essas experiências trazem muitos sentimentos e lindas lembranças, e aqui no Chile também fazemos isso quando toda a família está reunida no domingo.”

Acredita-se que a origem desta preparação tenha sido influenciada por pratos como o cozido espanhol, a olla podrida espanhola ou o ajiaco taíno, uma vez que estes pratos tinham a característica de “jogar na panela tudo o que estava disponível”, devido à falta de suprimentos. O sancocho é considerado um dos pratos típicos da gastronomia colombiana. Geralmente é consumido no almoço, como prato principal, ou nos famosos “passeios de panela”.

Em cada região do país, o sancocho tem seu tempero tradicional, e foi no departamento de Antioquia, onde se originou, comumente chamado de sancocho de três carnes ou sancocho trifásico, devido à tripla combinação de carnes: bovina, suína e frango. É servido acompanhado de banana, arroz e abacate. E para beber, suco natural de frutas cítricas, ou de preferência, água de panela (chancaca) com limão e muito gelo.

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Conheça a receita

*Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A ideia do coletivo Corporación Imigrantes Unidos Los Lagos é compartilhar a prática das 8 receitas que pensaram inicialmente em diferentes locais da Comuna de Puerto Montt, capital da Região de Los Lagos. Entre elas, a sede de 8 JJVV, Associações de Moradores de 8 bairros da cidade de Puerto Montt, com a participação de 50 moradores dos setores escolhidos, num total de 400 pessoas, entre migrantes e chilenos.


6. Nome: Pedro Miguel Torres Martínez

* País de nascimento: Venezuela

* País de residência: Colômbia

*Nome da receita: Cuajao venezuelano

Migrante venezuelano residente na Colômbia, em Malambo-Atlántico, o gestor cultural Pedro Miguel Torres Martínez apresenta o cuajao, um prato importante na gastronomia venezuelana porque costuma reunir toda a família em torno dele, gerando espaços de integração, convivência e unificação.

“É um prato que se prepara em conjunto, a cada membro da família é atribuída uma tarefa no preparo, gerando risos, lembranças, histórias que se replicam de geração em geração e que agora com a migração continua sendo feito em outros locais, um prato que traz memórias daqueles tempos”, afirma.

O cuajao venezuelano é importante no local que o acolheu (El Pasito-Malambo) na Colômbia, pois ali teve a oportunidade de realizar diversas atividades “que condensam o sentimento de migração e identidade venezuelana”, como oficinas, projetos culturais e de trabalho social que visam recuperar um território e reconstruir um tecido social em torno de indivíduos envolvidos em processos migratórios. 

Conheça a receita:

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: Esta receita será compartilhada na comunidade do bairro El Pasito, no município de Malambo-Atlántico. Ali residem 40 famílias de migrantes venezuelanos e “colombianos retornados”, é um bairro denominado “invasão” que fica no entorno da Ciénaga Grande de Malambo. Este território é relevante dentro da proposta culinária, pois é o local onde Pedro Miguel se instalou quando chegou à Colômbia, onde tem conseguido construir relações sociais e realizar projetos culturais em torno da migração.


7. Nome: Carlos Alvarado

* País de nascimento: El Salvador

* País de residência: Estados Unidos

*Nome da receita: Pupusas del campo

Em 1996, aos 17 anos, Carlos Alvarado emigrou do interior salvadorenho para os Estados Unidos, junto com sua família. Trabalhou como cozinheiro em diversos restaurantes de alta gastronomia e em sua busca por recriar a comida caseira do interior salvadorenho, em junho de 2016 abriu as portas de seu primeiro restaurante na região metropolitana de Washington D.C. Ele mora na cidade de Hyattsville, Maryland.

No restaurante, a receita que Carlos mais desenvolveu foram as pupusas, tradicional tortilha grossa à base de milho com massa de arroz recheada que chamou de “pupusas do campo” pela reminiscência do seu local de origem e por ser uma receita herdada da sua mãe, transmitida de geração em geração. As pupusas do campo podem ser feitas com queijo, loroco, chicharrón, feijão, jalapeño, espinafre ou frango.

A prática culinária das pupusas do campo, segundo ele, desenvolve-se em diversas áreas, desde ajuda comunitária a centros de saúde, escolas, e apoio a eventos sociais. “Existem muitas teorias de que as pupusas nasceram em El Salvador, mas damos a elas um sabor único que remete à típica comida caseira salvadorenha”, afirma. A receita apresentada tem o recheio de abóbora, para o qual são utilizadas 3 abóboras, 8 alhos, ½ cebola e tomilho.

⇒Conheça a receita:

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A receita das pupusas do campo será compartilhada com a comunidade do Corpo de Bombeiros Voluntários de Hyattsville. “Acreditamos que o trabalho deles é de grande valor e queremos homenageá-los com refeições requintadas. Propomos também ensinar a receita na língua deles, e poder transmitir-lhes os nossos valores inscritos numa receita que continuará a ser transmitida de geração em geração”, afirma Carlos.


8. Nome: Fátima Del Valle Martinez Saturno

* País de nascimento: Venezuela

* País de residência: Colômbia

*Nome da receita: Aguasacaca

Fátima Del Valle chegou da Venezuela em fevereiro de 2017. Um caminhoneiro a levou para a cidade de Manizales (Caldas, Antioquia, Colômbia) com febre alta e sua família a acolheu por um ano e três meses. Lá começou a trabalhar como vendedora ambulante no Parque Alfonso López, vendendo vinho tinto e produtos venezuelanos. Em 2021 ingressou na associação de vendedores informais do parque e na associação de jardineiros urbanos da Prefeitura.

No parque ela vende empanadas venezuelanas acompanhadas de aguasacaca, no segundo encontro de jardineiros urbanos. “A aceitação da minha receita me faz pensar em produzir e embalar manualmente”, diz. Aguasacaca é um molho que está sempre presente nas mesas em sua cidade, acompanhando empanadas e também arepas recheadas.

Esse molho foi ensinado por sua mãe quando ela era criança em Calabozo, no estado de Guaricó. “Como migrante trabalhei como vendedora ambulante de tinto, pintadito e empanadas venezuelanas acompanhadas de aguasacaca, o que me faz sentir uma profunda gratidão por esta preparação, além da memória do meu país e da minha família, porque graças a ela tenho conseguiu sobreviver”, afirma.

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Conheça a receita

*Comunidade com a qual a prática será compartilhada: No terceiro encontro de horticultores urbanos, em conjunto com a Secretaria de Agricultura da Prefeitura de Manizales e a Universidade Autônoma de Manizales, pretende-se realizar uma aula ou demonstração ensinando como preparar aguasacaca. Estima-se que se reúnam entre 70 e 100 pessoas, que vão refazê-la nos seus jardins, casas e com as suas famílias, multiplicando o alcance desta receita venezuelana, que combina bem com produtos colombianos ou venezuelanos.


9. Nome: Mariana Ísis Salas

* País de nascimento: Venezuela

* País de residência: Uruguai

*Nome da receita: Arepas de maíz pilado en budare de barro

Venezuelana apaixonada por geografia e culinária, Mariana Isis Salas adora combinar sabores, texturas, cheiros e cores na cozinha. Ela mora há mais de 10 anos em Montevidéu, no Uruguai, país onde há 61 mil migrantes segundo o Censo de 2023. “Muitos uruguaios se aproximaram da gastronomia venezuelana e colombiana, e especificamente da arepa. (…) Queremos difundir o uso do milho combinando outros sabores, e valorizando como as arepas podem ser feitas com o milho que compramos nos mercados e feiras”, comenta.

Nesta edição do concurso, Mariana relembra uma prática da avó: arepas de milho piladas em budare de barro. “Na minha casa e na casa da minha avó tinha um pilão, um pilão que já era usado como enfeite, porque não usávamos para “pilar” o milho. As arepas de milho pilado era um presente que minha avó Juba nos dava quando queria mimar os netos”, conta, destacando que a industrialização da farinha de milho substituiu o uso do milho pilado pela farinha de milho pré-cozida.

“Hoje queremos relembrar essa prática pilando milho e fazendo arepas em budare de barro, outro elemento da cultura gastronômica latino-americana. Conhecido pelos centro-americanos como ‘comal’, o budare ou aripo da cultura venezuelana é um utensílio de cozinha tradicionalmente usado para cozinhar, torrar, aquecer arepas, grãos de café, legumes”, detalha.

A proposta inclui a realização de uma oficina prática de arepas de milho pilado confeccionadas em budare de barro com aproximadamente 30 pessoas. Nesta oficina serão feitas arepas com a receita tradicional de milho pilado e sua versão com farinha de milho pré-cozida. Também estava nos planos realizar um debate e contar sobre o processo de elaboração do barro uruguaio budare como produto que fortalece a cultura da cerâmica, finalizando com uma degustação e uma exposição cultural convidando artistas da Venezuela e da Colômbia.

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Conheça a receita

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A receita será preparada e multiplicada nos espaços associados à Plaza de Las Misiones, em apoio ao trabalho comunitário realizado pela Comissão de Bairro da Plaza de Las Misiones e Goes Migrante. A Plaza de Las Misiones é um espaço que se tornou um local de referência para as comunidades migrantes, realizando atividades anuais dirigidas às populações migrantes.


10. Nome: Laura Herrera

* País de nascimento: México

* País de residência: México

*Nome da receita: Orejones de calabaza

Laura Herrera é afro-mexicana da tribo Negros Mascogos e cozinheira tradicional da cidade de Melchor Múzquiz (Coahuila). Em sua postulação ao concurso, ela diz que seu objetivo é que meninos e meninas aprendam a plantar, cuidar e colher os alimentos de seus antepassados, a fim de prevenir doenças como diabetes e hipertensão. A receita apresentada nesta convocatória, “orejones de calabaza”, foi aprendida com sua avó. “Quando o céu começava a ficar nublado, minha avó colocava os orejones secos dentro de casa, perto do fogão a lenha. Eles ficavam pendurados nas vigas do teto e, quando encharcados pela fumaça, tornavam-se enfumaçados. É um sabor que nunca esquecerei”, comenta.

Ela explica que o processo dos orejones começa com o preparo do terreno e o plantio da semente de abóbora doce em meados de fevereiro. “Quando a semente germina, a planta pode crescer naturalmente por aproximadamente três semanas. Depois deve-se retirar qualquer grama ou outras plantas que tenham crescido ao seu redor. A planta é irrigada (geralmente com água de rio ou chuva). Depois de três meses teremos abóbora tenra para fazer orejones secos salgados. Em cinco meses teremos abóbora doce madura para fazer orejones secos no outono e inverno, estação extremamente fria em nossa região”, detalha.

Segundo Laura, a limpeza da abóbora deve ser feita retirando-se a casca, as sementes e os veios. Os cascos devem ser deixados secar por dois ou três dias; Depois de arejados, são cortados em tiras para secar em uma corda como um varal. Os orejones de abóbora, explica, podem ser cozidos de duas maneiras: doce ou salgado. “Você pode fazer caldos com carne de porco e vegetais como pimentão, tomate, cebola, alho e milho. Já para torná-los doces, você pode adicionar piloncillo, açúcar, canela, erva-doce e cravo para fazer geleia de abóbora”, ressalta.

A mexicana explica ainda que a tradição de desidratar as abóboras para armazená-las e depois utilizá-las em tempos de escassez foi adotada por seus ancestrais, os índios Seminoles, “que nos acolheram em suas terras na Flórida (Estados Unidos) em troca de comida e alianças militares. “Este alimento foi particularmente importante numa das nossas migrações, quando os nossos antepassados ​​tiveram que abandonar aquele território porque corriam o risco de serem capturados e mortos. Em busca de um futuro melhor, nossos líderes encontraram caminhos para chegar ao México. Passando por Oklahoma, Texas e cruzando o Rio Grande para chegar a Coahuila. Nessa viagem, um dos alimentos aos quais devemos a nossa sobrevivência é a carne seca e a abóbora desidratada, já que ambos eram alimentos leves, fáceis de preparar e transportar.”

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Conheça a receita

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A prática culinária será partilhada com o grupo de meninas e meninos “Amigos Mascogos”, a quem Laura Herrera ensina e partilha receitas tradicionais, como plantar e colher alimentos. O grupo é formado por um total de 35 meninos e meninas.


11. Nome: Rosa López

* País de nascimento: Paraguai

* País de residência: França

*Nome da receita: Trilogia de sabores del Chaco

 

Paraguaia residente na cidade de Le Bugue, França, Rosa López colabora com organizações e comunidades para criar experiências sensoriais, fundindo natureza, arte e cultura. “Ao explorar a riqueza gastronômica, redescubro sabores ancestrais, destacando a utilização de ingredientes autóctones como base do patrimônio cultural. Com comprometimento e criatividade, promovo uma mudança para uma alimentação consciente e ligada às raízes culturais”, afirma.

A trilogia de sabores do Chaco, prática culinária com a qual participa nesta convocatória, combina os ingredientes nativos do Chaco (mistol, algarrobo e ají del monte) e técnicas tradicionais. A trilogia inclui a chicha, uma bebida refrescante, fermentada a partir de sementes de milho com infusão de café mistol (o mistol é uma fruta característica do Chaco). “Chicha de mistol funde tradição com inovação, um equilíbrio entre o ancestral e o contemporâneo”, destaca.

O pão champanhe com farinha de alfarroba, segundo ela, é uma releitura do clássico pão champanhe francês, em que a fermentação da massa fermentada, além de lhe conferir uma textura especial, revela uma surpreendente cor roxa e um aroma de chocolate. O pão é acompanhado por paté de pato temperado com pimenta da serra.

Para acompanhar a degustação, Rosa contará com imagens da Rede de Mulheres do Chaco, protagonistas da produção desses ingredientes, e utensílios de cerâmica da comunidade Kambuchi Apo, além de uma série de desenhos feitos à mão por artistas Nivacle, além de Artesanato Nivache e Enlhet.

“Meu objetivo é promover a diversidade cultural do Paraguai na França. Esta experiência gastronómica vai além de simplesmente apresentar os ingredientes nativos do meu país. Trata-se de destacar a importância de preservar e compartilhar essas tradições culinárias, que são um testemunho vivo da identidade e da riqueza cultural enraizadas nas comunidades que habitam o Chaco”, afirma.

“Ao utilizar esses ingredientes, procuro incentivar a descoberta e o consumo desses novos sabores. Ainda que timidamente, procuro tornar visível o trabalho da Red de Mujeres del Chaco. Estas associações esforçam-se por preservar a ligação com a terra, celebrar a biodiversidade local e reconhecer o papel vital das mulheres na produção destes ingredientes excepcionais.”

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Conheça a receita

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: Na cidade de Sarlat – Dordonge, no centro educativo Lycée Pré de Cordy em Sarlat-la-Canéda, com a participação de cerca de 30 pessoas. Ela escolheu este local porque seria o encerramento das formações, e seus colegas e professores são do setor de hotelaria, turismo e gastronomia. “É uma forma interessante de chegar a profissionais que futuramente poderão integrar esses ingredientes em suas receitas”, acredita.


12. Nome: Yesica Santivecchi/ Comunidad Gitana Mar Del Plata

* País de nascimento: Argentina

* País de residência: Argentina

*Nome da receita: Té cigano

A receita do chá cigano foi apresentada por Yesica Santivecchi em nome de um coletivo, a Comunidade Cigana de Mar Del Plata (formada também por Fabiana Castillo, Priscila Demetrio, Rosa Demetrio e Esmeralda Demetrio). Segundo elas, o chá cigano é a infusão típica da comunidade de toda a região, receita transmitida oralmente de geração em geração. “Uma infusão que tem origem na Índia, que sofreu mutações durante a passagem da comunidade pela Europa e acaba por se configurar e adaptar aos ingredientes disponíveis na região, com a chegada do povo cigano à América Latina”, salientam.

Na Argentina, a receita é feita diariamente em todas as cozinhas ciganas. A fusão de chá preto, cravo, canela em pau e açúcar que é macerado, é servida sobre um colchão de frutas em cada copo (de vidro): banana, laranja, tangerina e maçã. O copo é servido em um pequeno prato fundo de sobremesa, onde o chá é colocado para esfriar e retirado do prato.

Na cidade de Mar del Plata, entre os mais de 13 mil ciganos/as que ali vivem, o chá é uma infusão muito consumida e representa o momento de partilha, diálogo, reflexão e planejamento de vida. É uma tradição oral, não existe material escrito ou audiovisual sobre este costume e receita, sua preparação é um momento de aprendizagem e troca entre os adultos e os mais jovens da comunidade.

  Fabiana Castillo, no vídeo enviado para o concurso, explica como é preparado o chá. Ela conta que é cigana e aprendeu a receita do chá com a mãe e as tias, que o preparavam em sua casa na província de Chaco. “É minha responsabilidade e orgulho ensinar aos meus filhos, filhas, noras, genros, netos e netas esta receita que tanto representa a nossa identidade como povo cigano”, destaca.

Priscila Demétrio, de 15 anos, aprendeu com Fabiana e diz que adora preparar e compartilhar com familiares e amigos. “É muito saboroso e típico. A combinação com as frutas gera um sabor diferente. Além disso, é um pretexto para se reunir e é um gesto de hospitalidade. Numa casa cigana nunca falta o chá típico. É o nosso orgulho”, afirma.

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Conheça a receita:

*Comunidade com a qual a prática será compartilhada: Partilhar o chá cigano, segundo elas, é um pretexto para aproximar a comunidade cigana da comunidade crioula do bairro, “no sentido de promover encontros e contribuir para a erradicação da discriminação étnica e cultural”. A proposta é realizar seis atividades onde a receita será compartilhada em instituições de ensino do bairro (casa comunitária do Marea, escola primária 41 e escola secundária 56), com registro audiovisual da experiência e festival de encerramento aberto a toda a comunidade marplatense.


13. Nome: Yorely Paola León Caicedo

* País de nascimento: Colômbia

* País de residência: Chile

*Nome da receita: Arepa con chocolate colombiano

A arepa com chocolate, apresentada por Yorely Paola León Caicedo, é um alimento consumido em todos os departamentos colombianos, mudando um pouco os ingredientes e a forma de preparo. É um produto que, segundo ela, têm apresentado à comunidade chilena para consumir em diversos horários do dia, principalmente no café da manhã ou no chá da tarde. Sendo a base da gastronomia colombiana, é um prato que pode ser servido sozinho ou em conjunto com outros alimentos. Yorely é colombiana e mora no Chile, em Alto Hospicio, comuna da província de Iquique, localizada na região de Tarapacá.

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Conheça a receita

* Comunidade com a qual a prática será compartilhada: A prática será compartilhada na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no Alto Hospicio, que abriga um refeitório para crianças chilenas e estrangeiras, principalmente meninos e meninas de países vizinhos, como Bolívia e Peru.

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15

jan
2024

Em Destaque
EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Ibercocinas, Iber-Rutas e IberCultura Viva anunciam o resultado do concurso Sabores Migrantes Comunitários

Em 15, jan 2024 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Os programas IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas publicaram nesta segunda-feira, 15 de janeiro, o resultado da quinta edição do concurso Sabores Migrantes Comunitários, que premia histórias de receitas e práticas culinárias de comunidades migrantes da Ibero-América.  Treze propostas  foram selecionadas para receber um reconhecimento como ‘Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana’ e um prêmio de 600 dólares

A convocatória esteve aberta entre 6 de novembro e 18 de dezembro de 2023. Podiam participar pessoas maiores de 18 anos, nascidas em um dos 22 países ibero-americanos e residentes em um país diferente daquele de origem, ou que apresentam práticas culinárias de pessoas migrantes de sua família, com até segundo grau de parentesco (padre/mãe, avô/avó). 

As pessoas candidatas deveriam enviar, a título pessoal ou em nome de iniciativas comunitárias, uma receita de sua comunidade de procedência, a história por trás dela, e a forma com que esta receita se insere na comunidade de acolhida, dentro de uma experiência migratória.

Foram selecionadas 13 postulações de pessoas nascidas em: Argentina (1), Colômbia (2), El Salvador (1), Espanha (1), Guatemala (1), México (1), Paraguai (2) e Venezuela (4). Os países de residência dos/das postulantes selecionados são: Argentina (2), Chile (3), Colômbia (2), Estados Unidos (1), França (1), México (1), Paraguai (2) e Uruguai (1).

As pessoas responsáveis pelas propostas ganhadoras serão contactadas pela Unidade Técnica do IberCocinas, do IberCultura Viva ou do Iber-Rutas para dar seguimento à tramitação para a concessão dos reconhecimentos como ¨Boa Prática de Cozinha Migrante Comunitária Ibero-americana¨ e o pagamento do apoio econômico às iniciativas. 

Todas as pessoas que tiveram suas práticas culinárias selecionadas deverão compartilhá-las em uma atividade com a comunidade atual. Esta experiência pode ser realizada em um âmbito familiar ou entre vizinhos, em uma organização cultural comunitária, em uma instituição educativa, uma associação civil ou similares. Um depoimento sobre esta atividade deverá ser enviado aos programas organizadores. O prazo é de 60 dias após o recebimento do estímulo econômico.   

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Confira a lista de propostas selecionadas

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22

dez
2023

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

16 inscrições foram habilitadas no concurso Sabores Migrantes Comunitários 2023

Em 22, dez 2023 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

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Dezenove pessoas enviaram suas postulações à quinta edição do concurso Sabores Migrantes Comunitários, iniciativa conjunta dos programas IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas que premia histórias de receitas e práticas culinárias de comunidades migrantes da Ibero-América. Do total de inscrições recebidas, 16 foram consideradas habilitadas e passaram à segunda etapa do processo de seleção, quando serão avaliadas as receitas e histórias enviadas.

As pessoas que tiveram suas postulações habilitadas nasceram nos seguintes países: Argentina (2), Chile (1), Colômbia (2), El Salvador (1), Espanha (1), Guatemala (1), México (1), Paraguai (2) e Venezuela (5). Os países de residência que constam na lista de postulantes habilitados são: Argentina (3), Chile (3), Colômbia (3), Espanha (1), Estados Unidos (1), França (1), México (1), Paraguai (2) e Uruguai (1).

Das cinco inscrições não habilitadas na primeira lista, publicada no dia 22 de dezembro, duas puderam apresentar recursos e completar a documentação que havia faltado: uma delas não havia anexado um documento com a receita; a outra não havia indicado em que comunidade realizaria a proposta. No caso das três restantes, não cabiam recursos porque as propostas enviadas não constituíam uma experiência de migração. A lista definitiva de candidaturas habilitadas, após a análise dos recursos enviados, foi publicada nesta sexta-feira, 29 de dezembro.

O valor total atribuído ao concurso Sabores Migrantes Comunitários 2023 é de 8 mil dólares para um máximo de 13 propostas. As iniciativas selecionadas receberão um reconhecimento como ‘Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana’ e um prêmio de US$ 600.

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Convocatória

As inscrições para esta edição estiveram abertas na plataforma Mapa IberCultura Viva entre 6 de novembro e 18 de dezembro. Para participar era necessário ter mais de 18 anos, ter origem ibero-americana e viver em outro país que não o seu país de origem, ou ser descendente de pessoas migrantes até segundo grau de parentesco (pai/mãe, avô/avó).

As pessoas candidatas deveriam enviar, a título pessoal ou em nome de iniciativas comunitárias, uma receita de sua comunidade de procedência, a história por trás dela, e a forma com que esta receita se insere na comunidade de acolhida, dentro de uma experiência migratória. 

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Critérios de seleção

A seleção seguirá os critérios estabelecidos no regulamento, como a representatividade da preparação para a comunidade de origem; a experiência de inserção na comunidade de acolhimento; a geração de conhecimentos e práticas tradicionais e criativas promovidos por cozinheiros e cozinheiras migrantes; o impacto direto na segurança alimentar, e as estratégias de disseminação do conhecimento culinário e/ou a construção de um legado culinário às novas gerações com a consciência de sua cultura diversa. 

A diversidade cultural das propostas será privilegiada, por meio da seleção de projetos de diferentes países. Apresentações feitas por mulheres, jovens entre 18 e 29 anos, bem como indígenas ou afrodescendentes, receberão um ponto a mais na avaliação. Se a pessoa postulante pertence a uma comunidade que se encontra em movimento, ou que está transitando pelo processo de migração em um refúgio, ela receberá dois pontos extras.

Nesta edição, todas as pessoas que tiverem suas práticas culinárias selecionadas deverão compartilhá-las em uma atividade com a comunidade atual. Esta experiência pode ser realizada em um âmbito familiar ou entre vizinhos, em uma organização cultural comunitária, em uma instituição educativa, uma associação civil ou similares. Um depoimento sobre esta atividade deverá ser enviado aos programas organizadores.  

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(*) Texto atualizado em 30 de dezembro de 2023, após a análise dos recursos.

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Confira a lista definitiva de candidaturas habilitadas e não habilitadas

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07

dez
2023

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

Prazo do concurso Sabores Migrantes Comunitários é prorrogado

Em 07, dez 2023 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

O encerramento do período de inscrições do concurso “Sabores Migrantes Comunitários”, que estava previsto para esta quinta-feira, 7 de dezembro, foi prorrogado por 11 dias, até 18 de dezembro de 2023. As inscrições são realizadas por meio da plataforma Mapa IberCultura Viva.

Para participar, o cozinheiro ou cozinheira deve ter nascido em um dos 22 países ibero-americanos (*) e residir em outro país (diferente do país de origem). Também podem participar pessoas que apresentem receitas e práticas culinárias de migrantes de sua família com até segundo grau de parentesco (pai/mãe, avô/avó). Estas postulações terão cota máxima de seleção no concurso.

As pessoas interessadas ​​devem enviar, a título pessoal ou em nome de iniciativas comunitárias, uma proposta de prática culinária que conte uma receita da sua comunidade de origem, a história por trás dela e a forma como essa receita se insere na comunidade de acolhida, no contexto de uma experiência migratória. As receitas e práticas culinárias poderão ser apresentadas por escrito e/ou em formato de vídeo.

O valor total atribuído ao concurso é de 8 mil dólares para um máximo de 13 propostas. Cada uma das iniciativas selecionadas receberá o reconhecimento como “Boa prática de cozinha migrante ibero-americana” e um prêmio de 600 dólares. O concurso é uma iniciativa conjunta de três programas de cooperação vinculados à Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB): IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas. 

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(*) São países ibero-americanos: Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai, Venezuela.

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Confira o regulamento: https://bit.ly/3QKoZIk

Inscrições: https://mapa.iberculturaviva.org/oportunidade/255/

Consultas: programa@iberculturaviva.org

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Leia também:

Ibercocinas, Iber-Rutas e IberCultura Viva lançam a quinta edição do concurso Sabores Migrantes Comunitários

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27

dez
2022

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Por IberCultura

13 práticas culinárias foram selecionadas no concurso Sabores Migrantes Comunitários 2022

Em 27, dez 2022 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Os programas de cooperação IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas anunciaram nesta terça-feira, 27 de dezembro, a lista de receitas e práticas culinárias ganhadoras da quarta edição do concurso Sabores Migrantes Comunitários. As 13 propostas selecionadas receberão um prêmio de 600 dólares e um reconhecimento como ‘Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana’.

A convocatória estava destinada a pessoas maiores de 18 anos de origem ibero-americana* que vivem em outro país que não o seu país de origem. Elas deveriam enviar, a título pessoal ou em nome de iniciativas comunitárias, uma proposta de prática culinária que contasse uma receita de sua comunidade de procedência, a história por trás dela, e a forma com que esta receita se insere na comunidade de acolhida, dentro de uma experiência migratória. 

As inscrições estiveram abertas na plataforma Mapa IberCultura Viva entre 26 de setembro e 11 de novembro, período em que foram enviadas 44 postulações. Desse total, 41 foram consideradas habilitadas e passaram à segunda etapa do processo de avaliação.  

A seleção seguiu os critérios estabelecidos no regulamento, como a representatividade da preparação para a comunidade de origem; a experiência de inserção na comunidade de acolhimento; a geração de conhecimentos e práticas tradicionais e criativas promovidos por cozinheiros e cozinheiras migrantes; o impacto direto na segurança alimentar, e as estratégias de disseminação do conhecimento culinário e/ou a construção de um legado culinário às novas gerações com a consciência de sua cultura diversa. Também se buscou privilegiar a diversidade cultural das propostas, por meio da seleção de projetos provenientes de diferentes países.

Apresentações feitas por mulheres, jovens entre 18 e 29 anos, bem como indígenas ou afrodescendentes, receberam um ponto a mais na avaliação. Dois pontos extras estavam previstos para as pessoas postulantes que pertencessem a uma comunidade que se encontrasse em movimento, ou transitando pelo processo de migração em um refúgio. A seleção incluiu pessoas que apresentaram receitas de pessoas migrantes de sua família com até segundo grau de parentesco (pai/mãe, avô/avó). 

Nesta edição, todas as pessoas que tiveram suas práticas culinárias selecionadas deverão compartilhá-las em uma atividade com a comunidade atual. Esta experiência pode ser realizada em um âmbito familiar ou entre vizinhos, em uma organização cultural comunitária, em uma instituição educativa, uma associação civil ou similares. Um depoimento sobre esta atividade deverá ser enviado aos programas organizadores.  

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Edições anteriores

Esta foi a quarta convocatória conjunta apresentada pelos programas IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas. A primeira foi “Sabor à Iberoamérica”, lançada em abril de 2019. Dez histórias de receitas culinárias tradicionais de comunidades migrantes na região ibero-americana receberam US$ 500 cada. Além dos 10 vencedores, quatro menções honrosas (sem prêmios em dinheiro) foram concedidas a inscrições que não atenderam aos requisitos do prêmio por não serem migrantes, mas que apresentaram as histórias de migração de seus ancestrais nas receitas. 

Em julho de 2020, foi aberta a segunda edição do concurso, agora com o nome “Sabores migrantes comunitários”, com o objetivo de premiar vídeos que expressassem práticas culinárias de cozinheiros e cozinheiras migrantes com impacto nas suas comunidades. Interessada especialmente destacar como cozinheiros e cozinheiras migrantes estavam ajudando a encontrar soluções comunitárias para a crise derivada da pandemia Covid-19 por meio de suas receitas. As 14 propostas selecionadas receberam um reconhecimento como “Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana” e um apoio de US$ 500 cada.

Em setembro de 2021 foi lançada a terceira edição, que – diferentemente das duas anteriores – permitiu a participação de pessoas nascidas em países ibero-americanos residentes em qualquer país do mundo, e pessoas que apresentassem práticas culinárias e receitas de pessoas migrantes de sua família, como pais e avós. As 16 iniciativas selecionadas receberam 500 dólares cada.

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Confira a lista de propostas ganhadoras

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21

dez
2021

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Notícias

Por IberCultura

16 práticas culinárias são selecionadas no concurso Sabores Migrantes Comunitários

Em 21, dez 2021 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Os programas de cooperação IberCultura Viva, Iber-Rutas e IberCocinas anunciaram nesta terça-feira, 21 de dezembro, a lista de pessoas ganhadoras da terceira edição do concurso Sabores Migrantes Comunitários. As 16 iniciativas selecionadas receberão um reconhecimento como ‘Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana’ e um prêmio de US$ 500.

O concurso teve como objetivo contribuir para o fortalecimento dos laços das comunidades ibero-americanas, dando visibilidade às experiências de intercâmbio e diálogo intercultural que ocorrem entre as comunidades migrantes por meio da culinária.

 A convocatória esteve aberta de 13 de setembro a 30 de novembro no Mapa IberCultura Viva. Podiam participar pessoas maiores de 18 anos de origem ibero-americana, a título pessoal ou em nome de iniciativas comunitárias, que vivessem em outro país que não o seu país de origem.

As pessoas interessadas ​​deveriam apresentar propostas de prática culinária que contivessem uma receita de sua comunidade de origem, a história por trás dela e a forma como essa receita se insere na comunidade de acolhimento no contexto de uma experiência migratória.

Nesta edição, diferentemente das duas anteriores, podiam participar pessoas nascidas em países ibero-americanos residentes em qualquer país do mundo, e pessoas residentes em seus países de origem que apresentassem propostas de práticas culinárias e receitas de migrantes de sua família com até segundo grau de parentesco (pai/mãe, avô/avó). Essas apresentações tiveram uma cota máxima de seleção no concurso.

  A seleção seguiu os critérios estabelecidos no regulamento, como a representatividade da preparação para a comunidade de origem; a experiência de inserção na comunidade de acolhimento; a geração de conhecimentos e práticas tradicionais e criativas promovidos por cozinheiros e cozinheiras migrantes; o impacto direto na segurança alimentar, e as estratégias de disseminação do conhecimento culinário e/ou a construção de um legado culinário às novas gerações com a consciência de sua cultura diversa. 

A diversidade cultural das propostas será privilegiada, por meio da seleção de projetos de diferentes países. Apresentações feitas por mulheres, jovens entre 18 e 29 anos, bem como indígenas ou afrodescendentes, receberam um ponto a mais na avaliação. 

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 Edições anteriores

Esta foi a terceira convocatória conjunta dos programas IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas. A primeira foi “Sabor à Iberoamérica”, lançada em abril de 2019. Dez histórias de receitas culinárias tradicionais de comunidades migrantes na região ibero-americana receberam US$ 500 cada. Além dos 10 vencedores, quatro menções honrosas (sem prêmios em dinheiro) foram concedidas a inscrições que não atenderam aos requisitos do prêmio por não serem migrantes, mas que apresentaram as histórias de migração de seus ancestrais nas receitas. 

Em julho de 2020, foi aberta a segunda edição do concurso, agora com o nome “Sabores migrantes comunitários”, com o objetivo de premiar vídeos que expressassem práticas culinárias de cozinheiros e cozinheiras migrantes com impacto nas suas comunidades. Interessada especialmente destacar como cozinheiros e cozinheiras migrantes estavam ajudando a encontrar soluções comunitárias para a crise derivada da pandemia Covid-19 por meio de suas receitas. As 14 propostas selecionadas receberam um certificado de reconhecimento como “Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana” e um apoio de US$ 500 cada.

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Confira a lista de propostas ganhadoras

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13

set
2021

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Notícias

Por IberCultura

Está aberta a 3ª edição de Sabores Migrantes Comunitários, concurso de receitas e práticas culinárias

Em 13, set 2021 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Os programas de cooperação IberCultura Viva, Iber-Rutas e IberCocinas lançam nesta segunda-feira, 13 de setembro, a terceira edição do concurso Sabores Migrantes Comunitários, que premia histórias de receitas e práticas culinárias de comunidades migrantes da Ibero-América. A convocatória é dirigida a maiores de 18 anos de origem ibero-americana(*), a título pessoal ou em nome de iniciativas comunitárias, que vivam em outro país que não o seu país de origem.

O objetivo do concurso é contribuir para o fortalecimento dos laços das comunidades ibero-americanas, dando visibilidade às experiências de intercâmbio e diálogo intercultural que ocorrem entre as comunidades migrantes por meio da culinária tradicional e da inovação criativa como expressão do processo migratório. 

O valor total atribuído ao concurso é de 8 mil dólares para um máximo de 16 propostas. As iniciativas selecionadas receberão um reconhecimento como ‘Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana’ e um prêmio de US$ 500.

As inscrições estarão abertas na plataforma Mapa IberCultura Viva até 30 de novembro, às 18h (horário de Brasília). As pessoas interessadas ​​devem apresentar propostas de prática culinária que contenham uma receita de sua comunidade de origem, a história por trás dela e a forma como essa receita se insere na comunidade de acolhimento no contexto de uma experiência migratória.

As receitas e práticas culinárias podem ser apresentadas por escrito e/ou em formato de vídeo. Caso optem por vídeos, estes não podem exceder 5 minutos de duração. Também serão aceitas inscrições que incluam produções artísticas, como canções, poemas ou desenhos, entre outros. Podem ser usados ​​os idiomas espanhol e português, ou alguma língua indígena com tradução em espanhol ou português em anexo.

Nesta edição, diferentemente das duas anteriores, poderão participar pessoas nascidas em países ibero-americanos residentes em qualquer país do mundo, e pessoas que apresentam propostas de práticas culinárias e receitas de migrantes de sua família com até segundo grau de parentesco (pai/mãe, avô/avó). Essas apresentações terão uma cota máxima de seleção no concurso.

A seleção seguirá os critérios estabelecidos no regulamento, como a representatividade da preparação para a comunidade de origem; a experiência de inserção na comunidade de acolhimento; a geração de conhecimentos e práticas tradicionais e criativas promovidos por cozinheiros e cozinheiras migrantes; o impacto direto na segurança alimentar, e as estratégias de disseminação do conhecimento culinário e/ou a construção de um legado culinário às novas gerações com a consciência de sua cultura diversa. 

A diversidade cultural das propostas será privilegiada, por meio da seleção de projetos de diferentes países. Apresentações feitas por mulheres, jovens entre 18 e 29 anos, bem como indígenas ou afrodescendentes, receberão um ponto a mais na avaliação. 

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 Edições anteriores

Esta é a terceira convocatória conjunta dos programas IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas. A primeira foi “Sabor à Iberoamérica”, lançada em abril de 2019. Dez histórias de receitas culinárias tradicionais de comunidades migrantes na região ibero-americana receberam US$ 500 cada. Além dos 10 vencedores, quatro menções honrosas (sem prêmios em dinheiro) foram concedidas a inscrições que não atenderam aos requisitos do prêmio por não serem migrantes, mas que apresentaram as histórias de migração de seus ancestrais nas receitas. 

Em julho de 2020, foi aberta a segunda edição do concurso, agora com o nome “Sabores migrantes comunitários”, com o objetivo de premiar vídeos que expressassem práticas culinárias de cozinheiros e cozinheiras migrantes com impacto nas suas comunidades. Interessada especialmente destacar como cozinheiros e cozinheiras migrantes estavam ajudando a encontrar soluções comunitárias para a crise derivada da pandemia Covid-19 por meio de suas receitas. As 14 propostas selecionadas receberam um certificado de reconhecimento como “Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana” e um apoio de US$ 500 cada.

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(*) Os países ibero-americanos são: Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai, Venezuela.

(**) Texto atualizado em 29 de outubro de 2021, após a ampliação do prazo da convocatória

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Confira o regulamento do concurso: https://bit.ly/3z0DziS

Onde se inscrever: https://mapa.iberculturaviva.org/oportunidade/182/

Consultas: programa@iberculturaviva.org

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15

dez
2020

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Por IberCultura

Conheça as 14 propostas selecionadas no concurso “Sabores migrantes comunitários”

Em 15, dez 2020 | Em Destaque, EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Os programas de cooperação IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas e a Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB) anunciaram nesta terça-feira, 15 de dezembro, as 14 propostas selecionadas no concurso “Sabores migrantes comunitários”. As pessoas ganhadoras receberão um certificado de reconhecimento como ¨Boa Prática de Cozinha Migrante Comunitária Ibero-americana¨ e um apoio de 500 dólares cada.

O concurso foi lançado em 20 de julho com o objetivo de premiar vídeos sobre práticas culinárias de cozinheiras e cozinheiros migrantes com impacto em suas comunidades. Interessava especialmente ressaltar como cozinheiras e cozinheiros migrantes contribuem, através de suas receitas, para encontrar soluções comunitárias diante da crise derivada da pandemia de Covid-19. 

As propostas deveriam ser enviadas em formato de vídeo, com até 5 minutos de duração, com uma apresentação, uma descrição da prática culinária e das estratégias adotadas para sua realização, uma descrição de seu impacto na comunidade de acolhida, e uma perspectiva de futuro em relação à iniciativa ou prática culinária.

As inscrições estiveram abertas na plataforma Mapa IberCultura Viva entre 20 de julho e 30 de outubro de 2020. Trinta pessoas migrantes que residem na Argentina (17), no Chile (2), na Colômbia (5), no Equador (3), na Espanha (1), nos Estados Unidos (1) e no Peru (1) enviaram suas postulações. 

A seleção seguiu alguns critérios presentes no regulamento, como a representatividade da preparação para a comunidade de origem; a experiência de inserção na comunidade receptora; a geração de conhecimentos e práticas tradicionais e criativas impulsionadas por cozinheiras e cozinheiros migrantes; o impacto direto na segurança alimentar, e as estratégias para divulgar os conhecimentos culinários e/ou a construção de um legado culinário para novas gerações com consciência de sua cultura diversa. Também se privilegiou a diversidade cultural das propostas.

 

Iniciativa conjunta

Este foi o segundo concurso apresentado em conjunto por IberCultura Viva, Iber-Rutas, Ibercocinas e a Secretaria Geral Ibero-americana. Em 3 de abril de 2019, com a intenção de dar visibilidade às experiências de interculturalidade que se dão entre comunidades migrantes através da cozinha tradicional, os programas de cooperação lançaram com o apoio da SEGIB o concurso “Sabor à Ibero-América”. Dez histórias de receitas culinárias tradicionais das comunidades migrantes da região ibero-americana foram premiadas com 500 dólares cada. Além das 10 ganhadoras, foram concedidas quatro menções honrosas (sem prêmios em dinheiro) a postulações que não se ajustavam aos requisitos de premiação por não se tratarem de pessoas migrantes, mas que apresentavam nas receitas as histórias de migração de seus ancestrais. 

Confira a ata com o resultado do concurso: 

Informação às Interessadas II:   Etapa de Seleção – Concurso Sabores Migrantes Comunitários

A seguir apresentamos a descrição das 14 propostas selecionadas, segundo as pessoas postulantes, e os links dos vídeos. 

Proposta: APTHAPI: una olla popular migrante

Nome: Giovana Suárez Mejia

País de residência: Argentina

País de origem: Bolívia

* Descrição da iniciativa:

“‘Apthapi’ nació como un emprendimiento de comida típica boliviana para compartir nuestros orígenes. Con la llegada de la pandemia y la crisis social y sanitaria que trajo aparejado el COVID19, Apthapi se convirtió en una olla popular migrante que asiste cada sábado a 540 personas, de las cuales la mitad son argentinas y, la otra mitad, familias migrantes de distintos países iberoamericanos. La olla se sostiene con nuestro aporte solidario pero también con el de vecinas y vecinos del barrio y con el de las y los compañeros y compañeras de la Biblioteca Popular Arturo Jauretche que prestan el espacio. Entre todos y todas, quienes dan y quienes reciben, generamos un espacio de diálogo intercultural en el que aprendemos día a día.”

Proposta: Sancocho Cultural-Herencia Afro en Moravia

Nome: Sara Gabriela Vega Escobar

País de residência: Colômbia

País de origem: México

* Descrição da iniciativa:

“El barrio Moravia, en la ciudad de Medellín, es un territorio receptor de migraciones de distintas partes del país debido al conflicto armado colombiano desde los años 70. La gran población afro que se encuentra en el territorio ha traído allí su historia sociocultural consigo, que ha permeado la vida del barrio convirtiéndose en un referente de inspiración que evidenciado en su cocina, nos da cuenta desde la sabrosura de resiliencia, empoderamiento y construcción de medios de vida dignos que impactan a toda la comunidad”.

Proposta: Cocina con +AMOR

Nome: Amalia Gallardo

País de residência: Equador

País de origem: Venezuela

* Descrição da iniciativa:

“Mamá y esposa migrante venezolana, vivo actualmente en Quito. Soy parte del proyecto social Las Reinas Pepiadas. Quiero compartir con ustedes el trabajo que he venido haciendo para generar inclusión social a través de la gastronomía, creamos puentes conectores entre la comunidad migrante y la comunidad de acogida”.

Proposta: Comedor Unidas por un Futuro – MTE

Nome: Roxana Jackelyn Quispe Polo

País de residência: Argentina

País de origem: Peru

 * Descrição da iniciativa:

“El comedor Unidas por un Futuro inició en abril del 2020 en el marco de la necesidad que produjo el aislamiento social preventivo y obligatorio, y la imposibilidad de salir a trabajar para aquellos que vivimos de lo ganado en el día. Surge a partir de experiencias previas de talleres de niños y cooperativas de trabajo, con el apoyo del Movimiento de Trabajadores Excluidos. Recuperamos los sabores peruanos para garantizar la alimentación para todxs”.

Proposta: Yerbamenta

Nome: Oriana Camlei Bastidas Borges

País de residência: Colômbia

País de origem: Venezuela

* Descrição da iniciativa:

“Es un proyecto de cocina que se propone producir alimentos sanos impulsando una huerta comunitaria urbana en la ciudad de Bogotá junto con los niños y padres del jardín artesemillas y en la Vereda Victoria Alta del municipio Silvania Cundinamarca. Los productos que elaboro son vegetarianos, inspirados en los sabores y en la cocina tradicional venezolana, llevando al paladar colombiano alimentos saludables más sabor venezolano”.

Proposta: LaTropikitchen

Nome: Stephany Jaramillo

País de residência: Estados Unidos

País de origem: Colômbia

** Descrição da iniciativa:

“A través de su proyecto La TropiKitchen, Stephanie Bonnin elabora comida colombiana artesanal y la vende desde su apartamento en Bushwick, Brooklyn. Antes de COVID-19, Stephanie organizaba eventos emergentes y cenas, pero desde el comienzo de la pandemia, vendió sus arepas, enyucados, bollos, pasteles y más directamente desde la ventana de su habitación. Stephanie viaja por toda Colombia para aprender de las mujeres locales sobre las diversas historias culinarias de su país, desde los Andes hasta el Amazonas y las principales ciudades, luego lleva este conocimiento a Nueva York”.

Proposta: Kuña tembi’uapoha

Nome: Lucila Presa

País de residência: Argentina

País de origem: Paraguai

* Descrição da iniciativa:

“El video cuenta un día de trabajo de tres cocineras migrantes de origen paraguayo que combinan sabores de sus pagos con los de Argentina compartiendo sus saberes y tradiciones con mucho esfuerzo y amor en El Meren. Este espacio llamado cariñosamente ‘El mere’ es el Centro Cultural Lxs Amigxs, una organización comunitaria que durante la pandemia alimenta solidariamente a 300 vecinxs todos los días en el Barrio Sarmiento, San Martín, Provincia de Buenos Aires, Argentina. 

Para llevar adelante este video se conformó un equipo de trabajo de mujeres integrado por la productora comunitaria denominada ‘Contala como quieras’, que surge de la experiencia de trabajo del Centro Cultural y Deportivo los Amigos del Barrio Sarmiento. El rodaje fue realizado con celulares de las cocineras que también participan de la actividad audiovisual del espacio”. (…) Para más información: www.facebook.com/merendero.villasarmiento.

Proposta: Arepas Caribeñas

Nome: Adriana Bohorquez

País de residência: Argentina

País de origem: Colômbia

* * Descrição da iniciativa:

“Soy Yeni Adriana Bohórquez, nací en Fusagasugá (Cundinamarca, Colombia), y actualmente vivo en San Carlos de Bariloche, en la Patagonia Argentina. Preparo deliciosas arepas, producto ancestral a base de maíz, lo cual aprendí a preparar por medio de mi abuela, que vivía en el campo y cultivaba muchos productos, entre ellos el maíz. Tuve la oportunidad de ver el precioso proceso desde el trabajo de la tierra hasta llevar a la mesa unas deliciosas arepas. Existen empresas dedicadas a hacer la harina y también las arepas Al moverme a esta ciudad y ver que no conseguía la harina, saqué de mi baúl de recuerdos las enseñanzas de mi abuela, traje la herramienta esencial para preparar la masa (molino de granos) y empecé hacer mis arepas. Y de boca a boca las personas la fueron conociendo, y así fui comenzando a vender mi producto. (…) La acogida en la comunidad ha sido maravillosa”.

Proposta: Olla Común Sin Fronteras

Nome: Rosa Alexandra Gutiérrez Quintero

País de residência: Chile

País de origem: Colômbia

* * Descrição da iniciativa:

“Somos una familia colombiana viviendo en Chile. Vendemos platos colombianos, chilenos y una mezcla de platos chilenos con sabor colombiano, agregando sabores y elementos que no son comúnmente vistos en la comida local. Desde el comienzo de la pandemia por el COVID-19, hemos comenzado a realizar una olla común, la cual se enfoca en la elaboración de almuerzos para todas las personas que actualmente están teniendo problemas para acceder a algo tan básico y necesario como la alimentación, y entregándoles estos platos sin costo alguno para que puedan alimentarse ellos y sus familias. 

Esta olla común actualmente entrega 120 almuerzos diarios a una población compuesta de adultos mayores, migrantes que se encuentran sin lugar de estadía en plena pandemia y personas en situación de calle, para quienes la pandemia ha producido un abandono aún más latente que en su vulnerabilidad habitual. (…)  

Los platos preparados en la olla son platos chilenos como pastas y legumbres, pero también incorporamos elementos colombianos en los sabores, preparaciones, etc. Y también preparaciones colombianas, como el empedrado de arroz con frijoles, chaufas colombianas, bandejas paisas, entre otras. La forma de adquisición de insumos para la olla común es a través de donaciones y en su mayoría, de fondos propios”.

Proposta: Sabores migrantes, sopa de maní

Nome: Claudio Inocencio Chavez Castillo

País de residência: Argentina

País de origem: Bolívia.

* * Descrição da iniciativa:

“Realizamos un plato típico de nuestra cultura chapaca. Soy de Bolivia, de la región de Tarija, y resido en Buenos Aires desde hace siete años. Formo parte de la Unión de Trabajadores de la Tierra, ya que soy agricultor de la zona de Batán, BsAs, Argentina. En contexto de Covid, y pese al aislamiento social y obligatorio, hemos podido ayudar con donaciones de alimentos a los sectores más vulnerables de nuestra comunidad, a través de la UTT. Esperamos sea de su agrado este alimento que preparamos de forma tradicional. El documental fue filmado por el maestro Pablo Di Iorio, con el apoyo de la Organización MAR, asociación civil de la ciudad de Mar del Plata”.

Proposta: Arepas con color y sabor

Nome: Leilany Estrada

País de residência: Argentina

País de origem: Venezuela

* * Descrição da iniciativa:

“Arepas de color y sabor combina la receta de tradición venezolana con productos accesibles en Argentina. La conexión intercultural permite compartir un alimento creado con base de harina de maíz con verduras y hortalizas que las dotan de colores naturales brindando un sabor único, especial y lleno de significado. Siendo un alimento predilecto para compartir en desayuno, almuerzos o cenas con amigos y familia”.

Proposta: Proyecto DDHH de las Migrantes Latinoamericanas de Estación Museo General Rodríguez

Nome: Carlos Eloy Reyes Mallqui

País de residência: Argentina

País de origem: Peru

* * Descrição da iniciativa:

“General Rodríguez es un municipio de la provincia de Buenos Aires, Argentina, que ha recibido oleadas de inmigrantes latinoamericanas, de Paraguay, Bolivia y Perú, que se han incorporado al trabajo de nuestra ciudad, colaborando con su crecimiento y llevando a cabo proyectos sociales de desarrollo personal y de la comunidad. (…) El video enviado representa la iniciativa comunitaria que se gestó alrededor del proyecto, que comenzó a desarrollarse a mitad del año 2019. 

En esta difícil etapa de pandemia que estamos atravesando, las mujeres debieron recurrir a celulares, para registrar y divulgar sus conocimientos culinarios, a otras mujeres y a las nuevas generaciones, mediante videos y fotografías, que dieron a conocer los ingredientes que utilizan en sus comidas y explicando cómo prepararlas. Creamos una comunidad de Whatsapp para compartir las recetas y desde allí se viralizaron, y conformaron una red, que no para de crecer. “Estación Museo General Rodríguez“, además, cuenta con un Facebook con 4.900 amigos, donde también publicamos las recetas. De esta manera, a pesar de los impedimentos que no nos permiten juntar alrededor de una mesa, a las mujeres que están activamente colaborando con el proyecto, logramos estrechar lazos a la distancia mediante un objetivo en común, con gran alcance comunitario”.

Proposta: Sabor, Sazón y Calor Cubano

Nome: Catalina Bosch Carcuro

País de residência: Chile

País de origem: Cuba

* Descrição da iniciativa:

“En el año 2015 formé parte de la creación de un grupo de personas de nacionalidad cubana en la Parroquia Latinoamericana de Santiago de Chile. Su objetivo es reunir a nuestra comunidad en Chile y difundir la riqueza de nuestra cultura. (…) Nuestra comunidad se autofinancia a través de lo que se recauda con la venta de alimentos, rifas, souvenirs de Cuba y otros. La Parroquia Latinoamericana nos brinda un espacio para las reuniones y actividades de nuestro grupo. En muchas de ellas instalamos stand donde vendemos nuestros platos típicos, dulces y jugos con frutas propias del Caribe. Para esas ocasiones me esmero en preparar lo que distingue a nuestra gastronomía y fiestas. 

También al momento de ayudar a los compatriotas que están en albergue, casas de acogida o pasando situaciones difíciles, producto de lo complejo de la migración, ponemos lo mejor de nuestra cultura culinaria para hacerlos sentir mejor. Croquetas, bocaditos, ensalada fría, un rico cake, jugos de mango y tamarindo, para terminar con un buen café cubano resulta un verdadero festejo que alegra el alma y el cuerpo, aún en momentos muy dolorosos para ellos. A pesar de estar lejos de nuestra tierra seguimos recordando nuestro Sabor, Sazón y Calor Cubano, ese que nos une, motiva y fortalece cada vez más”.

Proposta: La Quinta Cocina. Receta criolla: Moro de Guandules con Pollo y Champiñones

Nome: Yennifer Del Rosario

País de residência: Espanha

País de origem: República Dominicana

* * Descrição da iniciativa:
He cocinado una receta criolla en la que intervienen los modos y maneras de cocinar e incluso ingredientes de la cocina española que estoy practicando aquí en Madrid en una escuela de hostelería. Con esta escuela he participado también como voluntaria cocinando en plena crisis de la pandemia y quería aprovechar para dar a conocer mi historia, mi plato y el proyecto. Espero que les guste”.[:]

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11

nov
2020

Em EDITAIS
Notícias

Por IberCultura

30 propostas serão avaliadas no concurso “Sabores migrantes comunitários”

Em 11, nov 2020 | Em EDITAIS, Notícias | Por IberCultura

Entre 20 de julho e 30 de outubro de 2020, a plataforma Mapa IberCultura Viva recebeu um total de 30 inscrições para o concurso “Sabores migrantes comunitários”, lançado em conjunto pelos programas de cooperação IberCultura Viva, Iber-Rutas e Ibercocinas e a Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB). Todas as propostas foram consideradas habilitadas e seguirão no processo de avaliação do edital. As candidaturas são de pessoas que residem nos seguintes países: Argentina (17), Chile (2), Colômbia (5), Equador (3), Espanha (1),  Estados Unidos (1) e Peru (1). 

O concurso premiará vídeos sobre práticas culinárias de cozinheiras e cozinheiros migrantes com impacto em suas comunidades. Interessa especialmente ressaltar como cozinheiras e cozinheiros migrantes contribuem, através de suas receitas, para encontrar soluções comunitárias diante da crise derivada da Covid-19. Cada uma das iniciativas selecionadas receberá um reconhecimento como “Boa prática de cozinha migrante comunitária ibero-americana” e um prêmio de 500 dólares. O valor total destinado à convocatória é de 7 mil dólares para um máximo de 14 propostas.

As propostas habilitadas serão avaliadas de acordo com a pontuação informada no regulamento do concurso. Entre os critérios que serão levados em conta na seleção estão a representatividade da preparação para a comunidade de origem; a experiência de inserção na comunidade receptora; a geração de conhecimentos e práticas tradicionais e criativas impulsionadas por cozinheiras e cozinheiros migrantes; o impacto direto na segurança alimentar, e as estratégias para divulgar os conhecimentos culinários e/ou a construção de um legado culinário para novas gerações com consciência de sua cultura diversa. Os resultados serão publicados antes de 31 de dezembro de 2020.

 

Confira a lista de propostas habilitadas

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