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Arquivos México - Página 4 de 5 - IberCultura Viva

26

jun
2019

Em Notícias

Por IberCultura

San Luís Potosí: uma mesa intersetorial para a construção participativa da política cultural local

Em 26, jun 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

San Luis Potosí (México) foi um dos primeiros municípios a aderir à Rede IberCultura Viva de Cidades e Governos Locais. A carta de adesão foi entregue ao programa por Gerardo Daniel Padilla González, coordenador de Inovação e Desenvolvimento Institucional, em representação de  Cecilia Padrón Quijano, diretora de Cultura do Governo Municipal, durante o 3º Encontro de Redes IberCultura Viva, realizado nos dias 16 e 17 de maio na cidade de Buenos Aires (Argentina).

Gerardo Padilla foi um dos quatro expositores do painel sobre experiências de gestão cultural comunitária participativa que encerrou o primeiro dia do encontro. Em sua apresentação, explicou como se deu o processo de construção participativa da política cultural potosina. A experiência realizada no município com a Mesa Intersetorial e de Desenho da Governança Cultural (MID) está em processo de validação para que se integre entre as boas práticas da Agenda 21 da Cultura.

Gerardo Padilla apresentou a experiência de San Luís Potosí no 3º Encontro de Redes, em Buenos Aires

Antecedentes

Para contextualizar os antecedentes que deram lugar às ferramentas e ações que vêm sendo implementadas desde 2018 em San Luis Potosí, a apresentação começou com uma retrospectiva da evolução das políticas culturais no México, desde o início do século XX até a atualidade, ressaltando pontos importantes, como a criação (em dezembro de 2015) da Secretaria de Cultura do Governo Federal e a aprovação (em junho de 2017) da Lei Geral de Cultura e Direitos Culturais.

Padilla comentou que, na história recente, o modelo de promoção cultural dos governos mexicanos ganhou força e expertise em aspectos focalizados da cultura: 1) patrimônio cultural; 2) difusão e promoção das expressões artísticas; 3) culturas populares, indígenas e urbanas (de maneira intermitente); 4) turismo cultural; 5) indústria cultural. Segundo seu estudo, a discussão sobre os direitos culturais vem de uns 50 anos, tendo ganhado relevância  por volta de 2015, após a criação da Secretaria de Cultura, entendida como o órgão encarregado de desenhar, executar e coordenar as políticas públicas nacionais em matéria de arte e cultura (seu antecedente imediato foi o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes – Conaculta).

Estas recentes mudanças de enfoque estão relacionadas com a reforma de um artigo da Constituição Política de los Estados Unidos Mexicanos, o artigo 4º, que estabelece o direito de toda pessoa ao acesso à cultura e ao desfrute dos bens e serviços prestados pelo Estado na matéria, assim como o exercício de seus direitos culturais. 

Ante a essas reflexões nacionais, foi criada a Lei Geral de Cultura e Direitos Culturais, publicada no Diário Oficial da Federação em 19 de junho de 2017. As disposições desta lei “são de ordem pública e interesse social e de observância geral no território nacional”, como diz o Artigo 1. Por isso, em função desta normativa, muitos governos locais estão tentando reconfigurar-se em termos programáticos de políticas públicas.

Rastreabilidade e traçabilidade

Segundo Padilla, o desafio que supõe uma história de desenvolvimento institucional com momentos políticos tão diversos é a impossibilidade de identificar, à primeira vista, critérios importantes na evolução das agendas culturais nacionais, como os critérios de rastreabilidade e traçabilidade. No primeiro caso, para saber como se desenvolveram no tempo as políticas públicas; e no segundo, para conhecer como contribuíram, nas estratégias culturais conjuntas, os níveis federal, estadual e municipal.

“No caso de San Luís Potosí, não havia instituição cultural nem política cultural. Ou seja, zero traçabilidade, zero rastreabilidade”, comentou o coordenador de Inovação e Desenvolvimento Institucional. “O departamento encarregado de Cultura estava vinculado ao departamento de Turismo, reafirmando a política de turismo cultural que permeava o país. (…) Com a intenção de criar uma Direção de Cultura com um enclave não no turismo cultural, e sim em direitos culturais, tivemos que detectar algumas coisas.”

“Padecíamos de ‘eventites’. A estratégia de atuação pública em matéria cultural centrava-se exclusivamente na programação de eventos de animação de alto impacto para a promoção turística. Era um festival atrás de outro festival […], todos com a intenção de elevar os indicadores de turismo da cidade”, afirmou.

Um modelo hipotético

Uma vez assegurada que a nova aposta local seria por “democracia cultural e direitos culturais”, criou-se um modelo hipotético para a construção de uma nova política pública em matéria de cultura. Foi contemplada uma série de componentes: a cultura como direito humano; o enfoque de prioridades para comunidades historicamente invisibilizadas; as artes deixando de ser o centro para ser mais um elemento do desenvolvimento cultural; a cultura deixando de ser impulsionada como projeto, para fortalecer-se como processo; a estruturação das equipes de governança baseada em critérios de diversidade cultural (em vez da perspectiva da disciplinaridade artística).

“Uma das tarefas era identificar o papel da cultura como pilar de desenvolvimento e baixar a carga de imposição da agenda cultural (governamental), para fortalecer a agenda cultural das organizações”, ressaltou Padilla. “E, finalmente, mudar a medição dos indicadores, porque os indicadores estavam em termos de quantidade de boletos vendidos, quantidade de pessoas que comparecem, a evidência era uma fotografia… Começamos a reconfigurar a medição como um processo qualitativo, para saber, por exemplo, como a cultura estava transformando vidas.”

 

A mesa intersetorial 

Estava claro, então, que a aposta na política cultural local requereria, pelo menos, a criação de uma nova agenda programática, de novos indicadores e a garantia de um pacote orçamentário. Faltava, no entanto, abrir um diálogo permanente, substantivo e vinculante para o que se queria fazer. Assim nasceu a Mesa Intersetorial e de Desenho para a Governança Cultural (MID).

A MID é um órgão colegiado representativo, técnico, consultivo, honorário e temporal, entendido como um instrumento auxiliar e de colaboração para definir assertivamente o rumo da política cultural do município em matéria de governança e participação social na cultura, aproximando a perspectiva de outras realidades socioculturais para o fazer público encabeçado pelo governo da cidade. 

São 33 cadeiras, e existe o compromisso de incorporar outras duas, em matéria de cultura comunitária. A organização é por setores (conta com um secretariado técnico, representantes do setor público, do setor acadêmico, do terceiro setor, do setor privado, da comunidade artística) e por temas/matérias (direitos humanos, paz, território e cidade, juventudes, gênero e igualdade, povos originários, patrimônio e memória, espaços culturais independentes, indústrias criativas, inovação e desenho, etc).

Trata-se de um órgão temporário, porque chegará um momento em que terminará sua atividade de desenho e prototipado para dar lugar a um órgão cidadão institucionalizado e auxiliar da administração pública municipal. “A MID enfrenta um dilema todos os dias: o de aproximar-se de seu objetivo. É temporal, mas possivelmente depois se transformará em um Conselho de Cultura para que seja permanente”, explicou Padilla antes de detalhar um pouco mais este exercício que atualmente estão propondo para a Agenda 21 da Cultura. 

“É uma mesa porque dispõe de cadeiras de representação, e seus integrantes acodem a ela. É um espaço sério e animoso, que reúne vontades e aglutina pessoas para dialogar, reflexionar, intercambiar e chegar a consensos. Tentamos que seja o menos governamentalista possível, partindo de que os que aí estamos somos agentes culturais”.

“É intersetorial porque articula agentes e atores de diferentes setores da sociedade, favorecendo a abordagem multidisciplinar que merece a cultura, desde os diferentes níveis e poderes de governo, a academia, a sociedade civil organizada, a iniciativa privada e a comunidade artística.

“É de desenho porque se baseia em um modelo que aposta pela inovação governamental, não se assimila como um espaço passivo e vertical que dá anuência das decisões de uma única voz; ao contrário, é participativa, deliberativa, engenhosa, imaginativa. É uma oficina de protótipos e de desenho social.

“E é de governança cultural porque vê na governança e na garantia da participação social seu fim último, como uma busca adequada para que o governo seja de todos e de todas”.

 

A construção da política

O primeiro trabalho da MID foi a construção da política cultural local. Com as propostas coletadas nos diferentes espaços de consulta e diálogo realizados em San Luís Potosí em 2018 foi elaborado um documento rascunho (em código aberto) com as linhas estratégicas que poderiam integrar o Capítulo de Cultura do Plano de Desenvolvimento Municipal 2018-2021. Ao longo do mês de novembro, vários fóruns temáticos foram celebrados com o propósito de consultar a organizações, câmaras, coletivos, agrupações gremiais, grupos organizados, comunidades indígenas, mulheres, representações profissionais, comerciais, industriais, crianças e adolescentes e a população em geral a respeito dos componentes estruturais da política pública para o desenvolvimento local. 

O total de participantes chegou a 276, entre atores, atrizes e agentes culturais no município. No final, as propostas para a construção do Plano de Desenvolvimento chegaram a 320, considerando aquelas recebidas em dias posteriores à celebração dos fóruns, remetidas via postal ou entregues nos escritórios da Direção de Cultura; assim como as opiniões recuperadas de outros fóruns temáticos. 

Com este material chegou-se à articulação das propostas em 26 linhas estratégicas transversalizadas. As linhas se dividiram em quatro matérias: 1) Democracia cultural (Governo aberto, Planejamento participativo, Governança cultural); 2) Direitos culturais (Cultura comunitária, Acessibilidade cultural, Patrimônio cultural e memória histórica, Participação na vida cultural, Capital semente e fortalecimento de processos, Digitalidade); 3) Equidade territorial (Espaço público, Infraestrutura comunitária, Modelo metropolitano de cultura, Planejamento territorial e desenvolvimento urbano); 4) Fomento da criatividade (Desenvolvimento artístico e liberdade de criação, Fomento à leitura, Educação e formação artística, Economia cultural e criativa, Turismo cultural sustentável).

“(Na MID e nas outras mesas de trabalho) passamos por processos de contundência, de muita efervescência, mas também por processos muito gratificantes”, comentou Padilla. “No princípio, naturalmente houve muito ceticismo […], chegaram a nos perguntar ‘qual era o truque?’. Tivemos que começar a criar alianças com cada um dos atores, e nos demos conta que o grande ponto de sustentação do diálogo cultural não é, de fato, que todos estejam a seu favor, e sim procurar manter sempre uma mirada crítica e uma reflexão construtiva. Nos demos conta de que construir justamente no meio (de cima para baixo e de baixo para cima), é um ponto de negociação muito bom.”

 

Confira o Capítulo de Cultura do Plano de Desenvolvimento Municipal 2018-2021 de San Luís Potosí: bitly.com/YoRetroalimento

 

*A apresentação de Gerardo Padilla teve transmissão ao vivo em 16 de maio de 2019:

https://www.facebook.com/iberculturaviva/videos/2097231490569360/

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05

abr
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Programa de Cultura Comunitária do México inicia diagnósticos participativos

Em 05, abr 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

A Secretaria de Cultura do Governo do México, por meio do Programa de Cultura Comunitária, inicia neste mês de abril o diagnóstico da situação cultural em nível estadual e municipal, denominado Milpas Culturales”.

Milpas Culturales se insere no eixo do Programa de Cultura Comunitária chamado “Missões pela Diversidade Cultural”. As Milpas são jornadas em que agentes culturais locais participam de mesas de debates e reflexões a fim de registrar suas percepções em torno das necessidades e problemáticas do ciclo cultural do lugar onde vivem.

As Milpas Culturales serão itinerantes, durante os fins de semana de 2019. No total, serão realizadas mais de 450 jornadas municipais e 32 estaduais, iniciando este sábado 6 de abril em Baja California, Baja California Sur, Jalisco, Michoacán, Nuevo León e Tamaulipas, das 9h às 15h, simultaneamente.

As informações coletadas permitirão a elaboração de um diagnóstico das problemáticas culturais de cada comunidade; contribuirá para a construção de uma plataforma digital que as equipes de Misiones poderão utilizar para a organização de atividades e para a identificação de potenciais aliados (institucionais, coletivos ou individuais) e vias de colaboração mais efetivas.

Durante as jornadas, também poderá ser iniciado um pré-registro de potenciais usuários da plataforma digital que concentrará a informação cultural coletada.

O Programa Cultura Comunitária foi lançado no México em 25 de fevereiro

Estas ações são uma mostra do trabalho conjunto que a Secretaria de Cultura do Governo do México realiza com as instituições estaduais de Cultura, que colocam à disposição os lugares necessários, recursos humanos e materiais para o levantamento do diagnóstico e a realização de atividades.

“Missões pela diversidade cultural” é uma política de reconhecimento das culturas locais, considera o mapeamento das necessidades culturais dos municípios e o conhecimento de suas condições, através de um diagnóstico participativo e o registro de agentes culturais individuais e coletivos, criadores, práticas culturais e artísticas e infraestrutura.

O Programa de Cultura Comunitária é composto por quatro linhas de ação: “Missões pela diversidade cultural”, “Territórios de paz”, “Canteiros criativos” e “Comunidades criativas e transformação”. Por meio delas, busca formar uma cultura para a paz e a convivência, a transformação social, o desenvolvimento cultural comunitário e o fortalecimento de capacidades locais.

Fonte: Secretaría de Cultura

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27

mar
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Os editais do Programa Cultura Comunitária do Governo do México: últimos dias de inscrições

Em 27, mar 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

Nesta sexta-feira, 29 de março, termina o prazo de inscrição de dois editais do Programa Cultura Comunitária, lançado em fevereiro pela Secretaria de Cultura do Governo do México. Os editais“Canteiros criativos”” e “Territórios de paz”, para os quais serão destinados 200 milhões de pesos mexicanos (o equivalente a 10,4 milhões de dólares americanos), representam dois dos quatro eixos de trabalho do programa.

“Canteiros criativos” (em espanhol, “Semilleros creativos”), a linha de ação voltada à formação artística para a infância e juventude, contará com grupos permanentes de criação coletiva e participação, com crianças e jovens, que lhes permitam construir diálogos criativos e relações solidárias em seus entornos sociais e comunitários.

“Territórios de paz”, por sua vez,  prevê a criação de laboratórios multidisciplinares para a inovação cultural denominados Nós de Paz (“Nodos de Paz”), instalados em diversos municípios do país. A partir destes “nós” será fomentada a articulação de experiências comunitárias, sua vinculação com instituições culturais, o desenvolvimento de projetos colaborativos e o fortalecimento de capacidades locais.

Outro edital que está com inscrições abertas (até 3 de maio) na página culturacomunitaria.gob.mx é “Comunidades criativas e transformação social”, que receberá 50 milhões do orçamento total do programa. Este eixo de trabalho buscará o fomento à criação em suas diversas dimensões, potenciando o reconhecimento de práticas culturais e artísticas tradicionais e inovadoras, ao colaborar em processos de pesquisa, formação, produção, reflexão, difusão e preservação.

A secretária de Cultura, Alejandra Frausto, no dia do lançamento do Programa Cultura Comunitária 

O programa

O Programa Cultura Comunitária foi apresentado oficialmente pela secretária de Cultura do Governo do México, Alejandra Frausto Guerrero, em 25 de fevereiro,  em San Pablo del Monte, Tlaxcala. Com uma estratégia integral em que pela primeira vez participarão diversas instâncias do governo federal, governos estaduais e locais, a comunidade artí­stica e a iniciativa privada, o programa será implementado em 720 municípios que requerem atenção imediata.

A iniciativa contará este ano com um orçamento de 400 milhões de pesos mexicanos (o equivalente a 20 milhões de dólares), inicialmente en comunidades que tradicionalmente têm estado excluídas dos circuitos culturais.

O primeiro eixo de trabalho, cuja convocatória terminou em 15 de março, é “Missões pela diversidade cultural” (Misiones por la diversidad cultural). Esta linha de ação contempla a realização de jornadas de trabalho para detectar as necessidades culturais em nível municipal; criar espaços de possibilidade, encontro e intercâmbio de saberes e experiências locais; assim como um mecanismo para mapear a infraestrutura, agentes e práticas artísticas e culturais.

 

Saiba mais:

https://culturacomunitaria.gob.mx/

 

Leia também:

El Programa Nacional Cultura Comunitaria, iniciativa inédita para fomentar la participación en la cultura

Presentan en Tlaxcala el Programa Cultura Comunitaria que garantizará los derechos culturales

 

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06

mar
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Está aberta a convocatória de 2019 do Programa de Apoio às Culturas Municipais e Comunitárias do México

Em 06, mar 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

A três décadas da criação do Programa de Apoio às Culturas Municipais e Comunitárias (PACMyC), a Direção Geral de Culturas Populares Indígenas e Urbanas (DGCPIU) da Secretaria de Cultura do Governo do México abre a convocatória 2019 que contempla novas formas de participar e maiores montantes econômicos de apoio.

Esta edição amplia as possibilidades de promover a cultura comunitária fomentando a diversidade, o não racismo e a inclusão. Os interessados podem participar de duas formas, através de uma intervenção ou um projeto cultural.

Para solicitar o apoio econômico dos projetos de intervenção, as comunidades devem elaborar uma proposta a partir de uma nota descritiva simples que assinale o problema a abordar. No caso do projeto cultural, devem incluir síntese, objetivo, duração, calendário de atividades e resultados.

A segunda mudança do PACMyC são os novos montantes dos estímulos. Populações indígenas, afrodescendentes, grupos vulneráveis e comunidades rurais e urbanas que apresentarem uma proposta de intervenção poderão receber um estímulo econômico máximo de 40.000 pesos e as que apresentarem projetos culturais poderão obter o máximo de 100.000 pesos.

Os interessados podem estar agrupados em coletivos, confrarias, conselhos de idosos, organizações da sociedade civil, criadores ou especialistas nos âmbitos do Patrimônio Cultural Imaterial de México.

A Direção Geral de Culturas Populares Indígenas e Urbanas propõe que as propostas do PACMyC se desenvolvam nos seguintes âmbitos: cosmovisões, práticas de comunalidade, artes populares, culturas alimentares, tecnologias tradicionais e pedagogias comunitárias.

 

Confira as bases da convocatória

https://www.culturasyartes.oaxaca.gob.mx/wp-content/uploads/2019/03/DGCP-fi-PACMyC-2019-1.pdf

Fonte: Secretaría de Cultura del Gobierno de México

 

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26

fev
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Programa Cultura Comunitária é apresentado no México: as comunidades no centro da política cultural

Em 26, fev 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

Na segunda-feira, 25 de fevereiro, a secretaria de Cultura do Governo do México, Alejandra Frausto Guerrero, apresentou oficialmente o Programa Cultura Comunitária em San Pablo del Monte, Tlaxcala. Com uma estratégia integral em que pela primeira vez participarão diversas instâncias do governo federal, governos estaduais e locais, a comunidade artí­stica e a iniciativa privada, o programa será implementado em 720 municípios que requerem atenção imediata e onde o capital artí­stico e cultural será motor de desenvolvimento, para fazer da cultura o principal eixo de transformação do paí­s.

Acompanhada de personalidades como o governador de Tlaxcala, Marco Antonio Mena, e o representante da Unesco no México, Frederic Vacheron, Frausto Guerrero destacou que Cultura Comunitária é um programa que garante os direitos culturais por meio da inclusão das coletividades mais vulneráveis. A iniciativa contará este ano com um orçamento de 400 milhões de pesos mexicanos (o equivalente a 20 milhões de dólares), inicialmente en comunidades que tradicionalmente têm estado excluídas dos circuitos culturais.

(Fotos: Secretaría de Cultura del Gobierno de México)

Linhas de ação

Serão quatro os eixos de trabalho: “Missões pela diversidade cultural”; “Canteiros criativos”; “Territórios de paz”; “Comunidades criativas e transformação social”. Para o primeiro serão destinados 150 milhões de pesos; os dois seguintes terão 200 milhões, e o quarto receberá 50 milhões do orçamento total na moeda mexicana. As convocatórias já estão abertas na página culturacomunitaria.gob.mx para os artistas, professores e produtores interessados em participar das duas primeiras linhas.

“Missões pela diversidade cultural” contempla a realização de jornadas de trabalho para detectar as necessidades culturais em nível municipal; criar espaços de possibilidade, encontro e intercâmbio de saberes e experiências locais; assim como um mecanismo para mapear a infraestrutura, agentes e práticas artísticas e culturais. O projeto se desdobrará em 10 equipes regionais, que por sua vez formarão 32 equipes estaduais encarregadas de implementar as jornadas territoriais nos municípios.

O segundo eixo, “Canteiros criativos” (em espanhol, “Semilleros creativos”), contará com grupos permanentes de criação coletiva e participação, com crianças e jovens, que lhes permitam construir diálogos criativos e relações solidárias em seus entornos sociais e comunitários.

A linha de ação “Territórios de paz”, por sua vez, prevê a criação de laboratórios multidisciplinares para a inovação cultural denominados Nós de Paz (“Nodos de Paz”), instalados em diversos municípios do país. A partir destes “nós” será fomentada a articulação de experiências comunitárias, sua vinculação com instituições culturais, o desenvolvimento de projetos colaborativos e o fortalecimento de capacidades locais.

O quarto eixo, “Comunidades criativas e transformação social”, buscará o fomento à criação em suas diversas dimensões, potenciando o reconhecimento de práticas culturais e artísticas tradicionais e inovadoras, ao colaborar em processos de pesquisa, formação, produção, reflexão, difusão e preservação.

 

Depois do lançamento do Programa Cultura Comunitária em Tlaxcala, ele será apresentado nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, em Atoyac, Guerrero, e no dia 9 de março começarão as Missões pela diversidade cultural em Pátzcuaro, e posteriormente em Hidalgo, Baja California e Baja California Sur. O objetivo deste programa – que antes de tudo é uma polí­tica de reconhecimento das culturas locais – é que em três anos esteja implementado em todos os municípios do paí­s.

 

Fonte: Secretaría de Cultura del Gobierno de México

 

Leia também:

Presentan en Tlaxcala el Programa Cultura Comunitaria que garantizará los derechos culturales

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23

jan
2019

Em Notícias

Por IberCultura

Festival Colores de la Sierra: uma semana de atividades para o povo wixárika em Jalisco

Em 23, jan 2019 | Em Notícias | Por IberCultura

O Festival Intercultural Colores de la Sierra, que será realizado de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, é um evento dirigido às comunidades indígenas da Sierra Huichol, no município de Mezquitic (Jalisco, México). A proposta de criar um festival de uma semana para compartilhar e criar junto com a comunidade de San Andrés Cohamiata, onde vive o povo wixárika, foi um dos 17 projetos ganhadores do Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Coletivo 2018.

O enfoque da programação está na promoção dos direitos  dos povos indígenas. As atividades incluem música, dança, canto, cinema, teatro, poesia, contação de histórias, murais, jogos cooperativos, oficinas de artesanato e conversas sobre temas variados, que vão desde plantas medicinais até captação de água da chuva e autocuidados.

 

A rede

A rede Ha Ta Tukari, promotora do projeto, é uma equipe multidisciplinar formada por quatro ONGs que há  nove anos trabalham em comunidades da Sierra Huichol (La Cebolleta e La Laguna), uma área de difícil acesso e com alto grau de vulnerabilidade. O isolamento geográfico dificulta que as localidades contem com serviços básicos, como água potável, drenagem, oferta educativa e atenção médica de qualidade.

Nestas comunidades, a rede impulsiona um programa de educação para a saúde e a sustentabilidade, com oficinas e teatro didático para a adoção de práticas e tecnologias sustentáveis (captação pluvial, hortas, restauração ambiental) e promoção de hábitos de higiene e nutrição. Também atua com um programa de participação e vinculação comunitária que inclui projetos de arte comunitário, biblioteca, cinema ao ar livre, convivências e exposições, entre outras atividades.

(Foto: Red Ha Ta Tukari)

Nova aliança

Para a realização do Festival Colores de la Sierra, esta rede de organizações aliadas (Proyecto ConcentrArte A.C., Desarrollo Rural Sustentable Lu’um A.C., Isla Urbana A.C.) tem a colaboração do Grupo Teukari Jicareros de San Andres, Fuego Azul Arte, Casa Huichol e Colores de la Tierra.

Criado em 2012, Colores de la Tierra é um projeto multicultural que alcança mais de 1.500 meninos e meninas em oito comunidades da serra, mediante a criação de espaços para compartilhar ferramentas criativas e ecológicas, sempre com o objetivo de promover e preservar a cultura wixárika.

O povo wixárika é formado por cerca de 20 comunidades e, até o momento, a rede Ha Ta Tukari e Colores de la Tierra vinham atuando em comunidades diferentes. A nova aliança é uma forma de ampliar seu espectro de ação, realizando um trabalho mais profundo e de maior alcance, com um mesmo objetivo: um futuro sustentável para o povo wixárika mediante o respeito e a preservação de sua cosmovisão e tradições.

(Foto: Taller LUUM)

 

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08

nov
2018

Em Notícias

Por IberCultura

Festival da Terra e Cores da Serra: os dois projetos do México selecionados no Edital de Apoio a Redes 2018

Em 08, nov 2018 | Em Notícias | Por IberCultura

 

 

Nome do evento: 3er Festival de la Tierra

Organização responsável: Dulce Camino A. C.

 

A terceira edição do Festival de la Tierra será realizada no município de Zapopan (a Praça de las Américas e o Parque Agroecológico serão as duas sedes), em abril de 2019, por ocasião do Dia da Terra. Este espaço pretende ser um polo de convergência de pessoas, grupos, povos indígenas, organizações urbanas e camponesas, instituições acadêmicas e coletivos interessados no cuidado do planeta e no bem-viver.

Serão dois dias de exposição e um dia de oficinas para que os participantes compartilhem as conquistas obtidas ao longo do ano em seus processos formativos, organizativos e de comunicação. Estão previstas 30 oficinas nas áreas de bioconstrução, transformação, agroecologia, economia solidária, consumo responsável, medicina tradicional e alternativa, criatividade, reciclagem e artísticas.

Um dos objetivos do evento é sensibilizar o público em geral – por meio da ciência e das artes, música, dança, pintura, escultura, arquitetura – que existem alternativas viáveis na agroecologia, no processamento saudável, na medicina tradicional e na bioconstrução para a construção de políticas comunitárias de cuidado do planeta e do bem-viver. Outro objetivo é gerar as melhores condições e o ambiente propício entre pessoas, grupos e redes de empatia e colaboração para celebrar e compartilhar seus saberes, experiências e produtos de seu trabalho, frutos dos processos sociais e comunitários.

O festival é uma articulação de Dulce Camino A. C. (Guadalajara), Colectivo Agroecológico Teocintle (Zapopan), IMDEC (Guadalajara), REMECC– Red Mexicana de Comercio Comunitario (Guanajuato), CIPTEV – Centro de Investigación y Producción de Tecnología Ecológica para la Vivienda (Zapopan), RedSoSu – Red para el Desarrollo de Sociedades Sustentables (Jalisco), Kookay, A. C. (Guadalajara), Recybank (Guadalajara), Bioespiral (Guadalajara), Red MAK – Red MesoAmeri-Kaab (Guadalajara), Casa de Asistencia para la Comunidad A. C., (Tonalá), Colectivo Escuela Campesina de Educación Popular y Alternativas Sustentables (Cuzalapa, Cuautitlán), Fasmex – Fortaleza de Agroindustria Sustentable de México (Zapopan), OIDH – Organización Internacional para el Desarrollo Humano (Guadalajara), Escuela para Defensoras Benita Galeana A.C.

 

 

Nome do evento: Festival Multicultural “Colores de la Sierra”

Nome da red/articulação: Ha Ta Tukari

Instituição responsável: Proyecto Concentrarte A.C.

 

O Festival Multicultural Colores de la Sierra: arte, tradición, ecología, difusión de los derechos de los pueblos indígenas y cultura ancestral será realizado de 26 de janeiro a 3 de fevereiro de 2019 na comunidade de San Andrés Cohamiata, onde vive o povo wixárika. Esta comunidade é um lugar de difícil acesso, adentrando na Sierra Madre Occidental, no norte do estado de Jalisco, no município de Mezquitic – onde a oferta cultural, de saúde, alimentos, etc. não chega.

A proposta de criar um festival de uma semana no qual se possa compartilhar e criar junto com a comunidade de San Andrés Cohamiata, é resultado de uma articulação entre o povo wixárika, quatro associações civis e um coletivo: Proyecto Concentrarte A.C., Desarrollo Sustentable Lu’um A.C., Isla Urbana A.C., Colores de la Tierra y Organización Cultural Todos Somos Otros A.C.  

As atividades terão como foco a promoção dos direitos dos povos indígenas, e consistirão em murais coletivos dirigidos por artistas profissionais que canalizem as mãos e as ideias das crianças e jovens da comunidade, projeção de documentários, oficinas de cartões, pães e cuidado com o meio ambiente, jogos cooperativos e de convivência, e um concerto. Tudo será documentado em vídeo e fotografia. Posteriormente, um documentário será lançado para difundir a importância da proteção do direitos e da preservação da cultura.

A rede Ha Ta Tukari, promotora do projeto, é uma equipe multidisciplinar formada por quatro ONGs com quase nove anos de trabalho ininterrupto em duas comunidades da serra indígena Wixárika (povo huichol). Este festival é realizado em parceria com Colores de la Tierra, um projeto multicultural fundado em 2012, que alcança mais de 1500 meninos e meninas em oito comunidades da serra, mediante a criação de espaços para compartilhar ferramentas criativas e ecológicas, sempre com o objetivo de promover e preservar a cultura wixárika.

O povo wixárika está formado por cerca de 20 comunidades e, até o momento, a rede Ha Ta Tukari e Colores de la Tierra vinham atuando em comunidades diferentes por um mesmo objetivo: um futuro sustentável para o povo wixárika mediante o respeito e a preservação de sua cosmovisão e tradições. Para poder alcançá-lo, decidiram unir forças e complementar-se, de forma que possam ampliar seu espectro de ação e realizar um trabalho ainda mais profundo e com maior alcance. Este festival é a semente para esta nova aliança.

 

Saiba mais sobre a rede Ha Ta Tukari

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23

out
2017

Em Notícias

Por IberCultura

1º Encontro Nacional de CVC México: abrindo fronteiras para o uso do espaço social

Em 23, out 2017 | Em Notícias | Por IberCultura

O 1º Encontro Nacional de Cultura Viva Comunitária do México (“Abrir fronteiras para o uso do espaço social”) será realizado de 26 a 30 de outubro na Cidade do México. O evento, organizado pelos coletivos Comunidad Comelibros e Habitajes Centro de Estudios y Acciones sobre el Espacio Público, foi um dos projetos ganhadores do Edital de Apoio a Redes IberCultura Viva 2016.

O painel de abertura (“O espaço social como estratégia para a construção de cidadanias culturais”) está marcado para a sexta-feira (27/10), às 12h, no Centro Cultural de Espanha (rua República de Guatemala 18), no Centro Histórico da Cidade do México. Às 17h, na Comunidade ñhäñhü-otomí da Colonia Roma (Av. Chapultepec 342), haverá o círculo de diálogo “O espaço social como estratégia comunitária para a exigibilidade de direitos culturais”. As duas atividades são abertas ao público.

Para o sábado (28/10) estão previstos dois círculos de diálogo na Assembleia Comunitária Miravalle (Iztapalapa). O primeiro (às 12h) é aberto ao público e tem como tema “Políticas públicas, cultura viva comunitária e espaço social: regulações e suspeitas”. O segundo, às 16h, reunirá integrantes da Assembleia Comunitária Miravalle e de organizações da rede Cultura Viva Comunitária México.

No domingo (29/10), as atividades serão no Centro de Artes y Oficios Tiempo Nuevo (Jesús Lecuona s/n esq. Oaxaca, Delegación Tlalpan), com três círculos de diálogo a partir das 17h: “Compartilhando resultados dos momentos de diálogo”, “Princípios e valores de Cultura Viva Comunitária México” e “Rumo ao Congresso Latino-americano em Quito, Equador”. A segunda-feira (30/10) será dedicada à sistematização do encontro.

O 1º Encontro Nacional de Cultura Viva Comunitária México tem como objetivos fortalecer os processos regionais e o processo nacional de articulação da plataforma; aprofundar o diálogo, a reflexão e a articulação de ações em torno da Cultura Viva Comunitária e dos usos do espaço social; fortalecer a organização do movimento de Cultura Viva Comunitária em nível nacional e reafirmar seu caráter latino-americano.

Informação, inscrições e programação: https://bit.ly/2f1LGIX

 

Fonte: Plataforma Cultura Viva Comunitaria México

 

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23

ago
2017

Em Notícias

Por IberCultura

2º Encontro Metropolitano de CVC Jalisco: construindo coletividade e transformando realidades 

Em 23, ago 2017 | Em Notícias | Por IberCultura

Fotos: CVC Jalisco

 

“O que nos motiva a fazer o que fazemos?” “Quais são as barreiras que temos enfrentado em nosso trabalho comunitário?” “Como se tem superado estas barreiras?”

Estas foram algumas das perguntas que guiaram os trabalhos no 2º Encontro Metropolitano de Cultura Viva Comunitária Jalisco 2017, realizado em 29 de julho na colônia Lomas de Polanco, no município de Guadalajara (Jalisco, México). O evento, que teve como anfitriões o Colectivo Cultural Polanco e o coletivo CulturAula Comunidades Aprendiendo, é parte de um dos projetos ganhadores do Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes 2016.

 

 

Quarenta pessoas participaram da jornada, que contou com rodas de conversa, oficinas, atividades artísticas e mesas de trabalho para o intercâmbio de experiências, reflexão e debate. Segundo Rocío Orozco, membro do coletivo CulturAula e da Rede de Cultura Viva Comunitária México, buscou-se gerar um espaço para a troca de experiências no trabalho comunitário, aquilo que lhes motiva e os desafios que enfrentam no dia a dia na comunidade.  “Para seguir transformando e sobretudo construindo juntos, consideramos necessário nos conhecer e reconhecer no outro”, ressaltou.

A importância de construir coletividade e “vislumbrar posteriormente uma rede que  possa dar apoio para juntos abordar temas relevantes que correspondam à comunidade mexicana” foi um dos pontos de destaque. Muitos dos participantes também expressaram suas preocupações com a onda de violência e insegurança por que passa o país, levantando como possível solução o trabalho de base através da arte e da cultura.

Gerando vínculos

Entre as oficinas oferecidas havia uma de “vinculação efetiva”, em que os participantes se reuniram em mesas de trabalho para debater sobre como gerar vínculos e trabalhar em rede. No final das sessões de trabalho houve uma festa popular, com a presença de artistas, em que se apresentou o mariachi tradicional Los Choznos e o balé folclórico de Santa Ana. Também foram realizadas atividades para as crianças: uma oficina de percussão e outra de livros artesanais.

“De maneira geral, o encontro cumpriu com os objetivos que havíamos definido, e cuidou especialmente do aspecto humano”, afirmou Rocío. “Tivemos espaços dedicados para nos conhecer e conversar, colocar à disposição o corpo e o coração, acompanhamos os momentos com dinâmicas lúdicas. Com isso, para o 3º Encuentro, esperamos que os participantes dos ciclos anteriores nos acompanhem e se somem à Plataforma Puente de Cultura Viva México.”

Este ciclo de três encontros metropolitanos propostos pela Rede de CVC Jalisco para 2017 tem como objetivo visibilizar e articular as iniciativas de arte, comunicação e educação que trabalham em nível comunitário na área metropolitana de Guadalajara. A intenção é promover atividades que permitam ampliar as relações colaborativas entre as organizações e conscientizar sobre o pensar, fazer e viver o comunitário. O primeiro encontro se deu em 6 de maio, em Santa Ana Tepetitlán (Zapopan). O terceiro está previsto para setembro (a data e o lugar ainda estão por anunciar).

Saiba mais: https://culturavivacomunitaria.org.mx/jalisco

 

https://drive.google.com/file/d/0B5UIvQc1z5dkTFRSNGZLNzRoTUE/view?ts=599bbcf4

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27

jun
2017

Em Notícias

Por IberCultura

“Cultura Viva Comunitária e Espaço Público”: um ciclo de diálogos em cidades mexicanas como preparação para o Encontro Nacional

Em 27, jun 2017 | Em Notícias | Por IberCultura

Coletivos sociais, gestores culturais, artistas e vizinhos de diferentes colônias e bairros de Guadalajara (Jalisco, México) se reunirão para dialogar sobre a cultura e a arte que aviva a cidade, nesta quarta-feira 28 de junho, das 19h às 21h, no parque do bairro de Mexicaltzingo. Roberto Guerra, fundador da Escuela de Gestores y Animadores Culturales en Chile (Egac), será um dos convidados do encontros.

Também nesta quarta-feira (28/06), das 11h às 15h, será realizada outra roda de conversa com o tema “Cultura Viva Comunitária e espaço público” na Cidade de México (Colonia Pueblo Axotla). Na quinta e na sexta-feira (29 e 30/06) haverá atividades no centro de Toluca  das 11h às 16h: no dia 29, uma aula aberta com apresentação musical a cargo de Mauricio Curna nos portais da cidade, e no dia 30, mesas de trabalho com artistas e coletivos no Centro Toluqueño de Escritores.

O ciclo de diálogos em diferentes cidades mexicanas foi iniciado nos dias 24 e 25 de junho em Puebla, como uma estratégia para construir a declaração do 1º Encontro Nacional de Cultura Viva Comunitária, a ser realizado em outubro de 2017. Um esboço deste documento deve sair do Colóquio Nacional de Cultura Viva Comunitária e Espaço Público, marcado para 19 de agosto na cidade de Puebla. Em novembro, a declaração será levada para o 3º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária em Quito, Equador.

As rodas de conversa preparatórias do Encontro Nacional são convocadas por organizações vinculadas à plataforma Cultura Viva Comunitária México e estão abertas à participação de pessoas e organizações com experiência de trabalho em espaços públicos a partir da arte, da comunicação e da educação.

Antecedentes

A articulação em torno de uma plataforma de Cultura Viva Comunitária no México começou em fevereiro de 2014 com um encontro de caráter local na cidade de Guadalajara, Jalisco. Em outubro de 2015 houve um segundo encontro em Guadalajara e Tlaquepaque. Em seguida, em San Salvador, El Salvador, a plataforma-puente mexicana se integrou ao Conselho Latino-americano de Cultura Viva Comunitária por meio dos coletivos Altepee (Veracruz) e Abarrotera Mexicana (Jalisco).

Em março de 2016 houve um encontro regional em Acayucan, Veracruz. Sete meses depois, em outubro, se organizou na Cidade de México o Fórum de Políticas Públicas, Direitos Culturais e Cultura Viva, com a participação de organizações sociais, representantes da administração pública e de universidades. Entre janeiro e abril de 2017 ocorreram as primeiras reuniões para a construção de redes de Cultura Viva Comunitária nos estados de Michoacán e Puebla.

Uma série de encontros na área metropolitana de Guadalajara se deu a partir de maio para acrescentar a participação na rede Cultura Viva Comunitária Jalisco. Em junho, um colóquio de políticas culturais na cidade de Orizaba, Veracruz, marcou a primeira atividade da rede de Cultura Viva Comunitária “Recultivar México”. O primeiro encontro de caráter nacional da plataforma, marcado para outubro de 2017 na Cidade do México, foi um dos projetos ganhadores do Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes 2016.

Os pré-encontros começaram em Puebla nos dias 24 e 25 de junho e seguem até 19 de agosto (Fotos: CVC México)

Trabalho colaborativo

A plataforma-puente Cultura Viva Comunitária México é uma iniciativa que busca a visibilidade, a articulação e o fortalecimento de organizações que se identificam com o movimento no México. A plataforma facilita diálogos, encontros e colaborações, graças à solidariedade e ao trabalho de organizações de diferentes cidades do país que formam seu núcleo dinamizador e suas comissões de trabalho.

Ao eleger o tema dos espaços públicos como eixo das atividades em 2017, as organizações procuram chamar a atenção não somente para a importância da convivência, da inclusão e da apropriação dos espaços, mas também para uma série de processos de violência e exclusão observados em diferentes cidades do país. Como o trabalho em espaços públicos é um fator comum para muitas das organizações que fazem parte da plataforma, o ciclo de diálogos resulta como uma oportunidade de trocar olhares, experiências e estratégias de intervenção.

 

Saiba mais: www.culturavivacomunitaria.org.mx

Metodologia dos pré-encontros: https://bit.ly/2riuobs

Calendário em detalhe: https://bit.ly/2rpls40

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